Janeiro – Conversão | Luta contra o pecado

01 – SOLENIDADE DE MARIA, SANTA MÃE DE DEUS.
Com grande sabedoria, São Gregório de Nazianzo afirmou que, quem não reconhece Maria como verdadeira Mãe de Deus, não crê na Divindade, é ateu. Prostrados aos vossos pés santíssimos, ó Maria, vos proclamamos como verdadeira Mãe de Deus e, de hoje em diante, vos escolhemos como nossa Mãe celestial! (S 32).

02 – Quando, meu caro amigo, quando é que vamos começar de verdade? “In nomine Domini Nostri Jesu Christi”, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, agora mesmo. (L 24).

03 – “Nunc coepi!” Agora começo, diziam os nossos grandes mestres que viveram antes de nós. Repitamo-lo também nós diante de Deus, com sinceridade e firmeza. (L 36).

04 – Recomecemos, recomecemos) de verdade. Invoquemos o Espírito Santo para que nos ilumine e caminhemos na presença de Deus com a simplicidade da criancinha que se diverte sob os olhos da mãe. (L 23).

05 – Enquanto não atingirmos o vértice da perfeição, estaremos sempre naquele círculo (aliás, fonte de muitos merecimentos) de soerguimentos e de quedas, de orações para obter a graça do bom propósito e do bom propósito para obter a graça da oração. (L 52).

06 – EPIFANIA DE NOSSO SENHOR.
Reavivemos (Despertemos) a nossa fé! Ela é a tocha que nos deve abrir os novos e difíceis caminhos da virtude. ( L 8)

07 – Violência constante contra nós mesmos e, a cada hora que passa, gritemos com Santa Teresa: coragem, uma hora a menos para combater! ( L 11)

08 – Cada hora que bate significa um passo a menos que devemos dar. Então, coragem! Um dia ou outro a luta acabará, e aos que combateram será entregue a palma da vitória (L 42).

09 – Aniversário de recepção da batina por São José Marello (1864).
Mortifiquemos com ânimo generoso este nosso espírito briguento, esta nossa carne rebelde, esta nossa natureza corrupta! Eduquemo-nos ao sacrifício daquilo que o nosso coração possui de mais precioso. ( L 27).

10 – Ó Deus, quantas imperfeições descobrimos em nós mesmos! Nós nos propomos de melhorar, mas cabe somente a Vós fecundar os nossos frágeis propósitos. (S 32).

11 – “Loquere, Domine!” Fala, Senhor! Qual é o meu dever? Nenhuma curiosidade? Aceito o sacrifício. Nenhum pensamento em que o “eu” se intrometa? Empenhar-me-ei com todas as forças. Nenhuma afeição desordenada? Ah! de hoje em diante quero amar só a Vós, fonte de todo amor! Somente Vós em vossos santos, em Maria, em São José, nos meus Anjos protetores. Somente Vós em vossa Igreja! (S 19)

12 – Todas as vezes que cairmos em algum pecado, pediremos perdão ao Senhor e diremos: Odiando o mal eu o destruí. O Senhor me ensina o modo de renovar-me em qualquer momento. Agora começo. Sim Senhor, mesmo na última hora, o operário pode tornar-se merecedor da recompensa (na última hora). Agora começo: ainda tenho tempo. (S 33).

13 – “Nunc coepi!” Agora começo; meu Deus, meu Jesus, minha Mãe Maria, meu protetor São José, meu Anjo da Guarda! “Nunc coepi!” Agora começo: eu vos ouvirei sempre. “Nunc coepi!” Agora começo: rejeitarei o mau hábito da minha falsidade. “Nunc coepi!” Agora começo: encaminhar-me-ei pela estrada do Céu sob as inspirações que, de lá, fareis resplandecer. (S 19).

14 – Quem está preocupado e cheio de ansiedade para agir, comete injúria a Deus e não reza com o coração o “Pater noster” Pai-Nosso. Aceitemos pura e simplesmente o que Deus nos manda, sem aflição e sem tristeza. (L 23).

15 – Renovar a todo instante a confiança no bom Deus e convencer-se de que, às vezes, Ele nos nega as consolações do espírito, mas jamais nos dispensa a resignação à sua vontade, que é a raiz de todo nosso merecimento. (L 19)

16 – A união da nossa à vontade de Deus deve ser aqui na terra o nosso único trabalho, como aprendizado daquela união perfeita que se completará no Céu: qualquer outra coisa deve estar totalmente subordinada a esta. (C 88).

17 – Quando houvermos compreendido bem que os hábitos virtuosos não são o meio mas o fim, então não deverá ser motivo de apreensão nem mesmo a lentidão em adquirir a virtude. Está mais unido a Deus quem se acha em luta constante com as suas inclinações desordenadas, gemendo em seu coração e implorando humildemente a vitória sobre elas, do que aquele que já se considera dono de muitas virtudes, e talvez se esqueça de oferecer ao Senhor um tributo de gratidão proporcional ao seu estado de vida. (L 88).

18 – Espírito de luta, mas também espírito de resignação; buscar a glória de Deus, mas em conformidade com sua vontade; sonhar muito e contentar-se também com pouco; promover o triunfo da Igreja, não rejeitando, porém, as nossas derrotas pessoais, as mortificações diárias do nosso amor próprio; assim se deve viver e assim temos de nos empenhar em viver em união com o nosso Divino Mestre. (L 22).

19 – Senhor, inspirai-nos a melhor oração com que nos havemos de dirigir a Vós e depois concedei-nos a graça de adorar sempre os decretos de vossa Vontade. (L 183).

20 – A nossa salvação pode acontecer a qualquer momento: não desprezemos o momento. Que grande valor tem o momento! Nele se comete o pecado e se readquire a graça, nele se realiza o julgamento da nossa salvação eterna. Ó Deus, dai-me este momento, que seja o primeiro elo daquela corrente que me deve conduzir até Vós. Ah, sim, Vós podeis dar-mo neste mesmo instante. (S 19).

21 – Se Santa Inês conseguiu a gloriosa palma do martírio, foi porque, em toda a sua vida, se manteve sempre fiel a Deus, mesmo nas pequenas coisas. (S 351).

22 – Rezemos uns pelos outros para nos fortalecermos em suportar de maneira cristã o peso das fraquezas humanas e lembremo-nos de que é no Céu, e não aqui na terra, que temos a nossa herança. (L 48)

23 – Falando de coisas boas e úteis, sinto em mim uma força que me conduz ao alto, a uma região mais pura e serena do que esta nossa terra; sinto um instinto, que chamaria de progressão, um desejo de aperfeiçoamento, uma forte aspiração pelo Céu. (L 5).

24 – Uma alma bela como exemplar e, coragem, adiante em suas pegadas, a qualquer custo! (L 31).

25 – Por que não realizar em nós o que desejamos nos outros? Ó Senhor, ajudai-nos a dar o primeiro passo, que nos introduza definitivamente no caminho da perfeição, até agora apenas margeado e ainda nunca perseguido com resolução. Sim, seja qual for o estado presente da nossa consciência, temos necessidade urgente de mudar de vida. (L 36).

26 – Quanto tempo perdido; quantas preocupações inúteis; quanto amor próprio; quão pouco desapego das coisas que não são de Deus; quão escasso abandono no Senhor; quão pouco esforço de conformação à vontade divina; que perigosa falta de fidelidade às práticas espirituais; quanta negligência, quanto espírito interesseiro, quanta leviandade, quanta desordem de afetos!…Recomecemos, recomecemos de verdade! (L 23).

27 – O demônio cumpre o seu dever quando nos tenta, e nós, o nosso, quando recorremos a Deus.(S 172).

28 – Um sacerdote, segundo o espírito de Jesus Cristo, deve estar munido de grande doutrina e esta doutrina deve comunicá-la aos povos. (L 25).

29 –Temos que sofrer muitas contradições na carne e no espírito. Mas esta é a nossa missão: carregar generosamente a cruz seguindo as pegadas do Mestre. Ele certamente nos dará a força necessária para que possamos chegar, sem desvios, à grande meta do Paraíso. (L 52).

30 – O espírito humano, como os fluídos, se coloca sempre no nível dos objetos que o rodeiam. (L 5).

31 – Por que fugir da luta, sabendo que é o nosso legado? Ou sofrer ou morrer, diziam os santos; e nós digamos, pelo menos: ou trabalhar ou morrer! (S 30).