Julho – Desapego | Leituras | Obediência

01 – Vós estareis no mundo, mas vossos olhos não o verão e, passando além das coisas desta terra, contemplarão o Paraíso que vos espera; e, embora tenham que ver o mundo, será através do Coração de Jesus e somente para implorar misericórdia para ele. (S 354).

02 – Vós estareis no mundo, porém vossos ouvidos não prestarão atenção às vozes e às conversas do mundo, às blasfêmias e às impiedades dos homens, mas já ouvirão os cantos dos anjos que vos chamam a si; mesmo que ouçam essas vozes, será apenas para vos oferecer como vítimas de reparação ao amor desprezado de Jesus. (S 354).

03 – Cristo ressuscitou, Cristo vive, Cristo reina, Cristo está no meio da sua Igreja, terrível e formidável. Ele disse uma grande palavra: “Confidite: Ego vici mundum” Tende confiança, eu venci o mundo. Lutemos e confiemos! (L 39).

04 – Há na natureza algumas substâncias que, por sua propriedade natural, não seguem a lei comum e, colocadas na água, não se molham, atiradas ao fogo, não se queimam; assim vós, embora no mundo, não deveis pertencer ao mundo, mantendo-vos alheios aos seus interesses, às suas honrarias, aos seus princípios e às suas festas. (S 354).

05 – Vós estareis no mundo, mas não pertencereis ao mundo, nem o mundo poderá reclamar direito algum sobre vós. Vós vos achareis rodeados pelas perversidades da terra, mas vos conservareis sempre puros e sem mancha. (S 355).

06 – Trabalho com pureza de intenção, oração confiante e perseverante, total conformidade à vontade divina: este é o distintivo dos verdadeiros ministros do Senhor. (L 41).

07 – Esta, pois, é a nossa missão: fazer conhecer, fazer amar, fazer viver a doutrina de Jesus Cristo. (L 25).

08 – Tu me pedes conselho sobre os livros que deves ler? Minha humilde opinião é esta: poucos e bons. (L 5).

09 – Os efeitos da leitura nem sempre são imediatos, o que nos leva muitas vezes a duvidar do proveito com que lemos. Tenhamos como certo que tudo o que lemos com convicção e amor fica profundamente gravado em nós e nunca mais se apaga. (L 5).

10 – Cada livro que lemos é como um átomo que integramos à massa; o tempo, ou melhor, Deus fecunda a assimilação. (L 5).

11 – Lê a vida dos santos. Experimenta e depois me saberás dizer algo. Temos necessidade de nos elevar um pouco à altura dos grandes modelos, de erguer o tom do nosso diapasão moral, de nos arrancar, de vez, das nossas promessas e renovação de promessas. (L 23).

12 – Lê, relê, medita! (L 31).

13 – É preciso meditar sempre. Deus disse a Abraão: “Anda na minha presença e serás perfeito”. Então ainda não havia a regra de meditar: mas, fazendo assim, ele meditava constantemente. (S 194).

14 – Após a leitura do ponto de meditação, deixemos que o Senhor fale; e se prestarmos atenção, quantas coisas nos serão ditas por Ele, muito melhores e mais oportunas e eficazes do que as do livro! (L 157).

15 – Um bom livro espiritual, um bom diretor de consciência (e este Deus pode suscitá-lo, conforme a necessidade, no mais humilde capelão do interior), e avante: fechar os ouvidos para as vozes do demônio e escutar apenas as vozes de Deus, que fala de mil maneiras aos seus fiéis. (L 19).

16 – Quantos, obedecendo à palavra de seu Diretor espiritual, têm feito com coragem e com sucesso aquilo que, a seu ver, nunca teriam ousado! (L 19).

17 – Obedecer, obedecer cegamente; em causa própria, não confiar no próprio discernimento: eis o segredo da vida cristã, o talismã da santidade. (L 19).

18 – Embora louvável e santa, qualquer obra pode resultar em prejuízo comum, quando não provada pela obediência. (L 76).

19 – O demônio pode intrometer-se de mil modos, até com aparência de favorecer os interesses de Jesus: o único e infalível controle é a obediência. (L 76).

20 – A caridade é o vínculo da unidade e a obediência é a sua salvaguarda. (L 76).

21 – A experiência ensina: onde a obediência não reina com a plenitude de seus poderes, de nada adiantam os regulamentos e os cuidados mais rigorosos! (L 76).

22 – A obediência pode substituir tudo e com êxito infalível. As vidas dos santos fundadores de Ordens religiosas são uma demonstração evidente desta verdade, nunca suficientemente colocada em evidência nas instituições onde se devem administrar muitas vontades para um único fim. (L 76).

23 – A única base, o princípio fundamental da Congregação de São José é a submissão incondicional às disposições superiores, conformando sempre a própria iniciativa à iniciativa superior. Portanto, nada seja empreendido pelos membros da Congregação que não seja animado por esse espírito de submissão à direção alheia, determinada, essa também, por uma obediência mais alta e proveniente de um só Motor, para o qual hão de convergir todas as vontades. (L 76).

24 – Contristemo-nos porque não poucos irmãos deixaram definhar os germes desta virtude, que São José queria bem arraigada em seus corações: lastimemos a sua sorte e façamos dela objeto de meditação para nós. (L 234).

25 – Ah, a obediência! (não aquela que, às vezes, pretende abrir um olho para olhar um pouquinho o seu interesse, mas aquela que se chama cega), quantas graças nos obtém do Céu, para não pormos os pés em falso e para atinarmos com segurança a meta! (L 234).

26 – Quanto mais os perversos sentem movimentos de independência que os levam a sacudir todo jugo, tanto mais os bons sentem tendência a submeter o coração ao princípio de autoridade. (L 64).

27 – De nossa parte, façamos sempre a balança pender para o lado da autoridade, e poderemos esperar que Deus, autoridade suprema, de mil modos e em coisas de ordem mais elevada, fará com que a mesma balança penda em favor da nossa causa, sem que outros percebam e, às vezes, até a seu contragosto. (L 225).

28 – Sede sempre obedientes, ainda que a obediência exija grandes sacrifícios. (S 354).

29 – É preciso obedecer sempre, custe o que custar, ainda que nos custe o sacrifício das afeições mais suaves e delicadas. Assim era o amor que Jesus consagrava a Maria e a José, cujos corações ele sabia despedaçados pela dor da sua perda. (S 345).

30 – A quem foi dito: “Ego ero merces tua magna nimis” Eu serei a tua recompensa infinitamente grande”? A Abraão obediente e fiel. (L 248).

31- Recomendo-vos a obediência! Tende grande estima por essa virtude: ela vos fará ricos em méritos para o Céu. (S 354).