Novembro – Igualdade de espírito | Humildade

01 – FESTA DE TODOS OS SANTOS.
Oh! Peçamos que desponte também para nós, bela e luminosa, a suspirada aurora da nossa ressurreição. (L 30).

02 – COMEMORAÇÃO DE FINADOS.
Aos caros falecidos, que terminaram no beijo do Senhor a sua jornada na terra, “luceat perpetua lux in Regno caelorum” brilhe a luz eterna no reino dos Céus. (L 278).

03 – Ainda que no meio do combate nos encontrássemos despojados de qualquer boa disposição, aliás até tomados por grande aversão à luta, não devemos desanimar: é justamente nesses momentos que Deus nos quer provar, fazendo-nos agir somente por fé… É esse pouquinho de fé que nos deve salvar e que será mais largamente recompensado no Céu. (S 347).

04 – Saibamos manter-nos naquela perfeita igualdade de espírito, que é tão vantajosa para o progresso na virtude, e conservemo-nos sempre numa tal disposição de ânimo que nos faça estar prontos para tudo, sem nunca nos perturbar. (S 237).

05 – É preciso ver todas as coisas à luz da fé, fazer com que a razão prevaleça sempre sobre o coração e a vontade de Deus sobre a razão: aceitar tudo das mãos do Senhor, tanto as coisas que nos agradam como as que nos desagradam, respondendo sempre e a tudo: “Deo gratias!” Obrigado Senhor! (S 237).

06 – Igualdade de espírito: nem alegres demais nem muito tristes: igualdade de semblante: nunca rugas na testa; igualdade nas palavras: nem severidade demasiada nem demasiada familiaridade; igualdade nas orações: nem muito depressa, nem muito devagar. (S 197).

07 – Fruto da igualdade de espírito é aquela alegria pura e santa do coração, que podem gozar somente aquelas almas que, indiferentes a todas as coisas da terra e a tudo o que lhes diz respeito, não se preocupam senão com a glória de Deus e já possuem Deus aqui na terra, na paz inalterável do seu coração. (S 238).

08 – Não devemos preocupar-nos com o dia de amanhã, mas ficar tranqüilos nas mãos de Deus, que não nos deixará faltar nada: a cada dia basta a sua aflição. (S 237).

09 – Se mesmo Deus quiser nos deixar sem consolações, não devemos ficar excessivamente tristes, mas continuar a rezar e a esperar, curvando com humildade a fronte e mantendo o coração alegre com a Vontade divina. (S 237).

10 – Devemos banir para longe de nós tudo o que pode perturbar a nossa paz. (S 197).

11- Mostremo-nos tranquilos e serenos, mesmo quando a tempestade enfurece no coração. (S 180).

12 – Às vezes acontece de sentirmos uma paz tão profunda, uma alegria tão inebriante, que já nos parece estar experimentando uma antecipação do Céu. Mas eis que de repente a mente se anuvia, o coração arrefece e desfalece; a fronte já não brilha tão serena, o olhar já não resplende com vivacidade, as ações já não procedem com regularidade… estamos possuídos pela desolação e por aflições imensas! Jesus, vendo a alma afeiçoar-se ao prazer, lembra-nos que não é no exílio que devemos alegrar-nos e sim na pátria celeste. Aqui na terra vivemos para sofrer, lutar e vencer. (S 346).

13 – Nos nossos tempos, dificilmente nos será pedido o sacrifício da vida como testemunho da nossa fé, mas também para nós está reservada uma bela e gloriosa palma de vitória. (S 352).

14 – O nosso não há de ser um martírio sangrento, mas um martírio de paciência, um martírio longo e oculto, que faz sofrer sem dar a morte e que, embora consista em pequenas coisas, todavia é grande diante de Deus e de mérito igual ao martírio de sangue. (S 352).

15 – Ser perseverante num princípio determinado e realizá-lo com desvelo e ardor, não é o mesmo que enfurecer-se e exaltar-se desmesuradamente. (L 207).

16 – Bate com força, a casca cede e a noz se quebra sem ferir a mão; bate com pouca força, a casca não se parte, a mão se machuca com o golpe fracassado e nada aconteceu: para fazer o bem é preciso energia. (L 29).

17 – A indecisão é a causa principal que faz os mais belos projetos se desfazerem em nada. (L 68).

18 – É em Roma, a grande cidade da história, que a alma de um cristão rejuvenesce e se fortalece para as lutas cada vez mais ferrenhas do mundo e do inferno contra a Igreja e contra os seus ministros. (L 52).

19 – Quantas forças a nós ainda desconhecidas, quantos segredos para a nossa limitada experiência, quantos campos de ação por nós inexplorados! (L 18).

20 – Ter cuidado com as palavras que se dizem parece pouca coisa, mas ao invés é uma grande virtude. (S 197).

21 – Quando estamos conversando, devemos prestar atenção para responder à altura, mas o nosso coração deve estar sempre unido a Deus. (S 198).

22 A humildade é absolutamente necessária para manter a pureza. Dai-me uma alma pura como um anjo e dizei-me que ela é arrogante, e eu vos responderei que ela não conservará a sua candura por muito tempo e cairá. (S 358).

23 – A humildade não é apenas guarda da pureza, mas é também segurança do precioso dom da fé. (S 358).

24 – Quem não sabe submeter seu ponto de vista e deixar-se guiar, muitas vezes errará e cairá miseravelmente; e, por causa da teimosia em não se reconhecer culpado, o demônio não permitirá que se arrependa e, de abismo em abismo, o levará à perdição. (S 358).

25 – Sede humildes de coração, submetei sempre o vosso ponto de vista ao dos outros, pedi conselho em tudo, não confieis nunca em vós mesmos, mas em todas as vossas dúvidas, recorrei aos vossos superiores, os quais são iluminados por Deus para vos aconselhar e vos orientar. (S 358).

26 – Humilhar-se é um grande remédio contra as tentações. (S 198).

27 – Humildade em tudo, até em virar os olhos e em mexer as mãos. (S 198).

28 – Quando formos elogiados, ponhamo-nos a sorrir e pensemos que Deus vê o interior. (S 198).

29 – Sejamos sempre humildes, mesmo nas boas obras, porque, às vezes, começamos um trabalho com reta intenção, mas lentamente se introduz um pouco de amor próprio, de vaidosa satisfação, e lá se vai a reta intenção. (S 231).

30 – Santo André, fazei com que também eu ame a cruz. (E 193).