Congregação OSJ

A Fundação da Congregação dos Oblatos
de São José (1878)

 

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Após ter rezado bastante, Pe. José sentiu claramente a inspiração de ocupar-se com uma fundação de irmãos Oblatos que servisse, a Deus na imitação de São José. Aconselhou-se com o seu Bispo e também com Monsenhor Luis Anglésio, Superior do Cottolengo de Turim, e ainda com o Pe. Félix Carpignano, preposto da Congregação do Oratório, todos os quais o encorajaram (cf. Cartas 94,95). Pôs, então, mãos à obra, traçando o primeiro esboço de Regre e procurando os indivíduos aptos.

A Congregação dos Oblatos de São José teve início a 14 de março de 1878. em Asti, junto à Obra Pia Michelerio. Os primeiros a ingressar foram:

Jorge Medico, 23 anos, de Castel d´Annone;

Luis Biamino. 20 anos, de Montemarzo d´Asti

Luís José Rey, 18 anos de São Damião d´Asti;

Vicente Franco, 44 anos, de São Damião d´Asti.

Desses somente Jorge Medico perseverou, tornando-se sacerdote em 1886, e sendo chamado Fr. João.

Os Oblatos eram, então, somente alguns irmãos leigos, sem votos, que viviam silenciosamente operosos e na maior pobreza, ocupando-se nas incumbências da Casa, no catecismo às crianças e no serviço de culto nas paróquias. O Marello providenciava o pagamento de suas pensões, e com freqüentes conferências os formava espiritualmente na imitação das virtudes de São José. O Teólogo Garetti dava-lhes aulas de Catecismo.

As máximas características do Fundador aos seus Oblatos eram estas: “O barulho não faz bem, o bem não faz barulho; Fala pouco e trabalho muito; Sede Cartuxos em Casa e Apóstolos fora de casa”.

A 19 de março de 1879, teve-se pela festa de São José, a primeira vestição. O hábito dos Oblatos era uma batina negra, aberta no peito, com faixa à cintura.

Houve quem pensasse serem os Oblatos criação do Cônego João Cerrutti, diretor do Michelerio, porque este os chamava “os meus fradinhos” e fazia também a sua vestição. Ao Marello isto não importava, e na sua humildade deixava dizer e fazer. Dom Carlos Sávio, por sua vez, deve ser recordado como precioso conselheiro do Marello e também como insigne benfeitor da Congregação.

 

11. OS Oblatos tornam-se também Sacerdotes

 

Em 1883 os Oblatos considerados idôneos começaram a preparar-se para o sacerdócio. Isto aconteceu porque naquele ano entrou na Congregação Pe. João Batista Cortona, e tal fato foi interpretado pelo Fundador como um indício divino de que a Congregação devia também ocupar-se do sagrado ministério à disposição do Bispo.

Pe. Cortona era natural de Gamaleno (Alessandria). Agregado ao Michelerio, começou a estudar no seminário e tornou-se sacerdote. No Michelério conheceu a Congregaçãoe , apenas ordenado sacerdote, pediu para entrar nela. Foi o primeiro sacerdote oblato. Depois dele chegaram ao sacerdócio: Pe. Vicente Baratta (1885); Pe. Jorge Medico (1886); Pe. Henrique Carandino (1888), seguido de tantos outros.

Pe. Cortona passa a ser o braço direito do Marello e foi o primeiro sucessor da Congregação. Foi Pe. Cortona quem levou a Congregação à aprovação diocesana (1901), e em seguida àquela pontifícia (1909); dele ainda, abriu-se o vasto campo dos oratórios e das missões estrangeiras.

 

HISTÓRIA

 

A Congregação dos Oblatos de São José foi fundada em ASTI, uma Vetusta cidade situada ao norte da Itália, em 14 de março de 1878, pelo Sacerdote JOSÉ MARELLO, com 34 anos de idade.

        Quando o Marello idealizou a Congregação, ele a quis quase que seguindo um desejo profundo de seu coração, a fim de que esta fosse a promotora dos interesses de Jesus a exemplo de São José, homem simples e humilde e totalmente dedicado à causa do reino no particular ministério de pai e educador de Jesus.

        Promover os interesses de Jesus para a nossa Congregação significava empenhar-se no cumprimento daquilo que dia a dia a Divina Providência indicaria aos seus membros. Dócil a esta inspiração, a Congregação na voz de seu primeiro Superior Geral, Pe. João Cortona, deu um passo importantíssimo no serviço ao reino de Deus dentro da Igreja.

      Deus suscitou um homem José Marello, que viveu em Asti e Acqui o heroísmo cristão na educação e formação dos jovens e na entrega aos mais humildes, abrigando e assistindo velhos e marginalizados, verdadeiros rebotalhos da nova burguesia industrial do final do século XIX.

       Uma pequena faísca capaz de produzir grande incêndio: O grupo de jovens que havia aceito o ideal proposto por Marello foi crescendo.

        "Uma vez fixada a meta, ainda que o céu venha abaixo, é preciso olhar para ela, sempre para ela", escrevia quando contava 20 anos.

        Aos poucos, formou-se uma verdadeira família religiosa, com ideal cada vez mais claro: o mundo precisava de pessoas que vivessem para educar a juventude de forma integral, levassem a mensagem salvadora e libertadora de CRISTO a todos os povos e fizessem conhecer a figura sublime de JOSÉ DE NAZARÉ. Que ele pudesse ser conhecido, divulgado e imitado, desta idéia iluminante nascia a sua heroica dedicação aos jovens e aos pobres.

        Hoje, a Família Josefina está presente em muitos países e em vários continentes. São mais de quinhentos membros, responsáveis por mais de um milhão de pessoas em suas paróquias e mais de trinta mil jovens em suas escolas.

        Jesus dizia: "A messe e grande, mas os operários são poucos"; Itália, Polônia, Índia, Filipinas, Estados Unidos, Nigéria, México, Peru, Bolívia, Romênia, e Brasil... Muitas raças, muitas línguas, muitos povos, muitas maneiras de viver na doação a vocação religiosa.


IDENTIDADE

        Congregação dos Oblatos de São José inserida na Igreja como Congregação de direito pontifício, ela é de natureza clerical, composta de Sacerdotes e Irmãos. (C. Art. 2 )

 

MISSÃO

         A glória de Deus, através da santificação de seus membros e do exercício do apostolado, com o testemunho dos Conselhos evangélicos. (C. Art. 2)

        Educar para o desenvolvimento integral do ser humano de forma sustentável e comprometida com a vida e a sociedade. (E. Art. 2)

 

VALORES

        Oblatos de São José, fiéis ao carisma do Fundador, são chamados reproduzir na sua vida e no apostolado o mistério cristão como o viveu São José: na união com Deus, na humildade, na discrição, na laboriosidade, na dedicação “aos interesses de Jesus

        Abertura à Deus como fonte da verdadeira humanização da pessoa e da comunidade; cultivo da humildade, simplicidade e interioridade; respeito pela vida; valorização da dignidade humana; atenção à família e sensibilidade social. (E. Art. 2)

 

OBJETIVOS

  • Consagram-se ao serviço da Igreja;
  • Nas formas de apostolado ministerial que dia a dia a Providência indica”;
  • Prestando especial atenção aos mais necessitados. (C. Art. 3)
  • Criar e manter estabelecimentos de ensino e obras sociais;
  • Proporcionar uma educação crítica e construtiva, com o objetivo de fomentar a Integração entre os ramos do saber e as linhas de pensamento da pedagogia Josefina Marelliana;
  • Prover-se de meios e processos atualizados que garantam padrões de qualidade;
  • Desenvolver ações beneficentes e filantrópicas de caráter socioeconômico, como concessão de recursos e serviços para pessoas sem ou de baixa renda;
  • Manter e ampliar os serviços educacionais e beneficentes;
  • Proporcionar meios para inclusão social de pessoas deficientes, com necessidades especiais e outras situações de vulnerabilidade social.
  • Assistir, acompanhar e apoiar as famílias em situação de vulnerabilidade social;
  • Preparar profissionais com sólida formação cristã, habilitados para o eficiente desempenho de suas funções com senso de responsabilidade social e que sejam testemunhas de sua fé cristã;
  • Promover a cultura intelectual, artística, cívica e espiritual;
  • Elaborar projetos que ampliem e mantenham as obras sociais;
  • Promover, apoiar e executar projetos para as crianças, menores e adolescentes. (E. Art. 2)

 

COMO

  1. Educação moral e religiosa dos jovens nas várias atividades sugeridas por tempos e lugares;
  2. Ministério pastoral nas Missões e nas Paróquias, inclusive ajudando o clero diocesano;

Difusão da devoção a São José. (C. Art. 3)

 

Veja também:
Oblatos no mundo

 

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