Acolher Jesus na Palavra, como José e Maria. (Semente Josefina. Novembro/2019)

1 Acolhida

2 Oração Inicial

3 Tema do Mês

 Acolher Jesus na Palavra, como José e Maria.

A Sagrada Família de Nazaré é verdadeiramente o “protótipo” de cada família cristã que, unida no Sacramento do matrimônio e alimentada pela Palavra e pela Eucaristia, é chamada a realizar a maravilhosa vocação e missão de ser célula viva não apenas da sociedade, mas da Igreja, sinal e instrumento de unidade para todo o gênero humano. (Papa Bento XVI)

 Na edição anterior da Semente de Espiritualidade Josefina vimos como é importante “acolher Jesus na Comunhão Eucarística, como José e Maria”. E vimos também dois Ensinamentos de São José Marello que resumem este ensinamento:

“Quando for à Santa Comunhão pensemos que Jesus vem a nós como uma criança pequena e então roguemos a São José que nos ajude a recebê-lo e acolhê-lo como quando ele o tinha em seus braços”. (São José Marello)

“Quando estivermos para chegar à Santa Comunhão, voltemo-nos para Maria Santíssima dizendo-lhe com confiança: Mamãe, conduze-me a Jesus”. (São José Marello)

O Papa Bento XVI nos ensina que, à exemplo da Sagrada Família de Nazaré, é preciso acolher Jesus também na Palavra. Ele usa uma expressão muito significativa: alimentar-se com a Palavra e com a Eucaristia.

A Sagrada Família de Nazaré é verdadeiramente o “protótipo” de cada família cristã que, unida no Sacramento do matrimônio e alimentada pela Palavra e pela Eucaristia, é chamada a realizar a maravilhosa vocação e missão de ser célula viva não apenas da sociedade, mas da Igreja, sinal e instrumento de unidade para todo o gênero humano. (Papa Bento XVI)

Jesus é O Senhor, que nos alimenta por sua Palavra e pela Eucaristia: este é o grande exemplo que podemos apreender da Sagrada Família de Nazaré. No princípio coube a São José a missão de proteger, alimentar e educar Jesus. O Papa São Paulo II usa a feliz expressão “criar”:

O crescimento de Jesus “em sabedoria, em estatura e em graça”(Lc 2,52), deu-se no âmbito da Sagrada Família, sob o olhar de São José, que tinha a alta função de o “criar”; ou seja, de alimentar, vestir e instruir Jesus na Lei e num ofício, em conformidade com os deveres estabelecidos para o pai. No Sacrifício eucarístico a Igreja venera “a memória da gloriosa sempre Virgem Maria … e também a de São José”, porque foi quem “sustentou Aquele que os fiéis deviam comer como Pão de vida eterna”. (São João Paulo II, Papa. Redemptoris Custos, 16)

O Papa Bento XVI, por sua vez, relembra que a educação de Jesus fez parte da missão, do “papel paterno” de São José:

José cumpriu plenamente o seu papel paterno, sob todos os aspectos. Certamente educou Jesus na oração, juntamente com Maria. Ele, em particular, tê-lo-á levado consigo à sinagoga, aos ritos do sábado, assim como a Jerusalém, para as grandes festas do povo de Israel. José, segundo a tradição judaica, terá guiado a oração doméstica quer no dia-a-dia — de manhã, à noite, nas refeições — quer nas principais festas religiosas. Assim, no ritmo dos dias transcorridos em Nazaré, entre a casa simples e a oficina de José, Jesus aprendeu a alternar oração e trabalho, e a oferecer a Deus também a fadiga para ganhar o pão necessário para a família. (Papa Bento XVI)

O Padre José Antônio Bertolin, OSJ, no “Curso de Josefologia”, nos relembra alguns detalhes sobre como José educou Jesus, e destaca a importância da Palavra neste processo formativo:

Após o retorno do período do exílio, no Egito, o dia-a-dia de José começava a tomar novamente o seu ritmo, junto com a sua castíssima esposa e o seu filho, que “crescia robusto, cheio de sabedoria, pois a graça de Deus estava com ele” (Lc 2,40). Como qualquer criança de seu tempo, Jesus queria crescer, e por isso observava com atenção o comportamento do pai e da mãe e se espelhava nos seus exemplos para tornar-se como eles. Será um aluno atento na carpintaria como esmero e manejo da serra e as pancadas certeiras do martelo. Sentir-se-á feliz aos sábados, ao deixar a labuta da oficina ou os bancos da escola para acompanhar o pai à sinagoga, ficará admirado ao seguir com atenção seus gestos e suas inclinações na casa de oração, sentira orgulho dele ao vê-lo encaminhar-se para frente na sinagoga, pegar o pergaminho da palavra de Deus nas mãos e proclamar em voz alta e altissonante a todos os presentes a palavra do Senhor.

Será no convívio com os pais que aprenderá o que é necessário para a vida, mas será também na sinagoga, lugar rico em ensinamentos, que irá entender muitas coisas. Atraído por sua curiosidade de criança, saberá que a pequena lâmpada, sempre acesa diante do armário que guarda sigilosamente os pergaminhos da Sagrada Escritura, simboliza a luz da lei divina ali presente que ilumina todos os homens. Será na frequência à sinagoga que compreenderá que as estrelas de seis pontas significam o emblema do seu antepassado Davi, o grande rei que escreveu salmos belíssimos, muitos dos quais já sabia de cor, pois tinha aprendido em casa nos joelhos de Maria, sua mãe, ou na companhia do pai na carpintaria.

Será na sua família, pequena escola de Nazaré, que Jesus aprenderá a rezar e santificar o dia elevando o pensamento a Deus com as orações costumeiras do israelita. José e Maria, cientes da educação devida ao filho, não se limitarão a transmitir ensinamentos a Jesus apenas em casa, mas seguramente o encaminharão todos os dias a uma escola sinagogal, onde terá como livro os textos sagrados e como professor um rabi. Na escola aprenderá a recitar em voz alta o Shemá, a fórmula fundamental da fé do seu povo, assim como aprenderá longos trechos do Pentateuco. Em casa, aos poucos, entenderá os episódios, da história do seu povo, e como toda criança começará a amar os seus heróis estudados nos textos sagrados, como os Profetas, o poderoso José do Egito, Moisés o grande libertador e líder que conduziu o povo da escravidão do Egito pelo deserto por quarenta anos até a terra prometida, e Davi, que na sua simplicidade abateu o gigante Golias.

Acolher Jesus na Palavra e na Eucaristia, como José e Maria, são duas opções fundamentais para o nosso crescimento pessoal, familiar e comunitário.

4 Reflexão e Partilha

Partilhar sobre as palavras do Papa Bento XVI: “A Sagrada Família de Nazaré é verdadeiramente o “protótipo” de cada família cristã que, unida no Sacramento do matrimônio e alimentada pela Palavra e pela Eucaristia, é chamada a realizar a maravilhosa vocação e missão de ser célula viva não apenas da sociedade, mas da Igreja, sinal e instrumento de unidade para todo o gênero humano.

5 Compromisso do Mês

 Exercitar-se na prática acolher Jesus na Palavra e na Eucaristia contando com a paternal presença de São José.

6 Oração Final

Para acessar versão impressa desta Semente de Espiritualidade Josefina, clique no link abaixo.