O Ano de São José, um dom da Divina Providência. (Semente Josefina. Agosto de 2019)

1 Acolhida

2 Oração Inicial

3 Tema do Mês

O Ano de São José, um dom da Divina Providência.

É para mim uma alegria cumprir este dever pastoral, no intuito de que cresça em todos a devoção ao Patrono da Igreja universal e o amor ao Redentor, que ele serviu de maneira exemplar. Desta forma, todo o povo cristão não só recorrerá a São José com maior fervor e invocará confiadamente o seu patrocínio, mas também terá sempre diante dos olhos o seu modo humilde e amadurecido de servir e de «participar» na economia da salvação”.

(Papa São João Paulo II – Redemptoris Custos 1)

E por ocasião do anúncio do “Ano de São José” o Padre Jan Pelczarski, Superior Geral dos Oblatos de São José, nos exortava a confiar sempre mais na presença de São José em nosso meio e nos explicou os principais motivos para a celebração do Ano de São José:

Em referimento à 5ª resolução (do Capítulo Geral de 2018), que trata de algumas ocorrências sobre São José, Guardião do Redentor, gostaria de anunciar a celebração do Ano de São José em nossa Congregação, a começar oficialmente dia 19 de março de 2019, Solenidade de São José, esposo da Virgem Maria, e a encerrar-se em 19 de março do ano seguinte.

As circunstâncias que sugeriram esta iniciativa podem ser encontradas em diversas datas comemorativas que ocorrem no período 2019-2010: o 30º aniversário da Exortação Apostólica Redemptoris Custos (15 de agosto de 1989) de João Paulo II, que, por sua vez, queria comemorar o centenário de promulgação da encíclica Quamquam Pluries (15 de agosto de 1889) de Leão XIII, sobre a devoção a São José, e os 150 anos do decreto Quemadmodum Deus (8 de dezembro de 1870) com o qual Pio IX proclamou São José Patrono da Igreja Universal.

Mas a razão mais real e profunda para a nossa iniciativa reside na convicção de que a referência ao nosso Santo Protetor e Padroeiro da Igreja Universal pode ser para nós uma oportunidade providencial para irmos às raízes de nossa espiritualidade, à luz do mais recente ensinamento do Magistério da Igreja; para promovermos uma reflexão mais profunda sobre a herança espiritual que o Guardião do Redentor deixou para a comunidade cristã; e, finalmente, para uma verdadeira renovação e revigoramento da missão que estamos realizando.

Inspirados por São José Marello, muitas vezes ao longo de nossa caminhada histórico rezamos pedindo que São José nos ensinasse o caminho e, melhor ainda, que caminhasse conosco:

“Diremos, portanto, ao nosso Grande Patriarca: Eis-nos todos para Ti e Tu sê todo para nós. Ensina-nos Tu o caminho, sustenta-nos a cada passo, conduze-nos aonde a Divina Providência quer que cheguemos. Seja longo ou breve o caminho, plaino ou acidentado, vejamos ou não com nossos olhos a meta, depressa ou devagar, contigo estamos seguros de andar sempre bem”. (São José Marello)

O Ano de São José é um dom da Divina Providência, uma oportunidade que Deus nos concede para darmos um novo ânimo, e um direcionamento à nossa caminhada a partir de três objetivos:

(1) Irmos às raízes de nossa espiritualidade, à luz do mais recente ensinamento do Magistério da Igreja.

(2) Promovermos uma reflexão mais profunda sobre a herança espiritual que o Guardião do Redentor deixou para a comunidade cristã.

(3) Uma verdadeira renovação e revigoramento da missão que estamos realizando.

Neste mês (agosto de 2019) em que comemoramos o 30º aniversário da Exortação Apostólica Redemptoris Custos, do Papa São João Paulo II, nada seria mais oportuno que refletirmos sobre os motivos que levaram o Papa a escrever esta importante exortação apostólica, este “dever pastoral” que causou tanta alegria ao Papa:

Chamado a proteger o Redentor, “José fez como lhe ordenara o anjo do Senhor e recebeu a sua esposa” (Mt 1,24).

Inspirando-se no Evangelho, os Padres da Igreja, desde os primeiros séculos, puseram em relevo que São José, assim como cuidou com amor de Maria e se dedicou com empenho jubiloso à educação de Jesus Cristo, assim também guarda e protege o seu Corpo místico, a Igreja, da qual a Virgem Santíssima é figura e modelo.

No centenário da publicação da Carta Encíclica “Quamquam Pluries” do Papa Leão XIII e na esteira da plurissecular veneração para com São José, desejo apresentar à vossa consideração, amados Irmãos e Irmãs, algumas reflexões sobre aquele a quem Deus “confiou a guarda dos seus tesouros mais preciosos”. É para mim uma alegria cumprir este dever pastoral, no intuito de que cresça em todos a devoção ao Patrono da Igreja universal e o amor ao Redentor, que ele serviu de maneira exemplar.

Desta forma, todo o povo cristão não só recorrerá a São José com maior fervor e invocará confiadamente o seu patrocínio, mas também terá sempre diante dos olhos o seu modo humilde e amadurecido de servir e de “participar” na economia da salvação.

Tenho para mim, efetivamente, que o fato de se considerar novamente a participação do Esposo de Maria no mistério divino permitirá à Igreja, na sua caminhada para o futuro juntamente com toda a humanidade, reencontrar continuamente a própria identidade, no âmbito deste desígnio redentor, que tem o seu fundamento no mistério da Encarnação.

Foi precisamente neste mistério que José de Nazaré “participou” como nenhuma outra pessoa humana, à exceção de Maria, a Mãe do Verbo Encarnado. Ele participou em tal mistério simultaneamente com Maria, envolvido na realidade do mesmo evento salvífico, e foi depositário do mesmo amor, em virtude do qual o eterno Pai “nos predestinou a sermos adotados como filhos, por intermédio de Jesus Cristo” (Ef 1,5).

4 Reflexão e Partilha

Partilhar sobre as palavras do Papa São João Paulo II: “É para mim uma alegria cumprir este dever pastoral, no intuito de que cresça em todos a devoção ao Patrono da Igreja universal e o amor ao Redentor, que ele serviu de maneira exemplar. Desta forma, todo o povo cristão não só recorrerá a São José com maior fervor e invocará confiadamente o seu patrocínio, mas também terá sempre diante dos olhos o seu modo humilde e amadurecido de servir e de “participar” na economia da salvação”.

5 Compromisso do Mês

Partilharmos em nossas comunidades sobre como podemos, concretamente, aproveitarmos o Ano de São José, este verdadeiro e precioso dom da Divina Providência.

6 Oração Final

Nota: Para acessar a versão impressa desta Semente Josefina, clique no link a seguir: