Percorrendo o Pequeno Caminho, sob o olhar de São José. (Semente Josefina. Setembro/2019)

1 Acolhida

2 Oração Inicial

3 Tema do Mês

Percorrendo o Pequeno Caminho, sob o olhar de São José.

“Maria! Sem vós, Mãe amantíssima, como teremos nós, pobres infantes, coragem de nos aventurar por caminhos desconhecidos? Jesus, Maria, José, Anjos e Santos nossos Protetores, queremos caminhar convosco. Qual é a estrada mais segura?”. (São José Marello. Carta 24)

Na edição anterior da Semente de Espiritualidade Josefina (S.E.J.) vimos, nas palavras do Papa São João Paulo II, uma importante síntese sobre a missão protetora e educativa que São José exerceu perante Jesus e que agora exerce sobre seus filhos e filhas. Relembremos:

“Inspirando-se no Evangelho, os Padres da Igreja, desde os primeiros séculos, puseram em relevo que São José, assim como cuidou com amor de Maria e se dedicou com empenho jubiloso à educação de Jesus Cristo, assim também guarda e protege o seu Corpo místico, a Igreja, da qual a Virgem Santíssima é figura e modelo”. (Papa São João Paulo II – Redemptoris Custos 16)

Como já vimos em edições anteriores das S.E.J., o Papa São João Paulo II usava uma expressão bem peculiar para ensinar que São José acompanhava de perto o “crescimento” de Jesus: o Papa ensinava que tal crescimento ocorreu “sob olhar de São José”. Relembremos:

“O crescimento de Jesus “em sabedoria, em estatura e em graça” (Lc 2,52), deu-se no âmbito da Sagrada Família, sob o olhar de São José, que tinha a alta função de o “criar”; ou seja, de alimentar, vestir e instruir Jesus na Lei e num ofício, em conformidade com os deveres estabelecidos para o pai”. (Papa São João Paulo II – Redemptoris Custos 16)

Ao usar propositalmente os três verbos: alimentar, vestir e instruir, o Papa esclarece o quanto José foi importante em sua missão de “instruir Jesus na Lei e num ofício”. José não foi apenas o protetor de Jesus, mas seu educador. A leitura do texto evangélico de Lucas (Lc 2, 46-52) indica também um fato muito importante: o próprio Jesus Adolescente e Jovem, escolheu completar sua educação no Lar de Nazaré, sobre a proteção e orientação de José e de Maria. Ainda adolescente Jesus já sabia que devia “ocupar-se das coisas do Pai”, e que essa era uma missão muito importante. E decide “descer com eles a Nazaré e lhes ser submisso”. Relembremos:

“Três dias depois o acharam no templo, sentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os. Todos os que o ouviam estavam maravilhados da sabedoria de suas respostas. Quando eles o viram, ficaram admirados. E sua mãe disse-lhe: Meu filho, que nos fizeste? Eis que teu pai e eu andávamos à tua procura, cheios de aflição. Respondeu-lhes ele: Por que me procuráveis? Não sabíeis que devo ocupar-me das coisas de meu Pai? Eles, porém, não compreenderam o que ele lhes dissera. Em seguida, desceu com eles a Nazaré e lhes era submisso. Sua mãe guardava todas estas coisas no seu coração. E Jesus crescia em estatura, em sabedoria e graça, diante de Deus e dos homens”.

Sob o olhar de São José, no Lar de Nazaré e nos ambientes onde convivia a Sagrada Família, Jesus prepara-se para a sua missão.

São José Marello motivava seus amigos e seu filhos espirituais a confiarem na presença amiga da Sagrada Família. Vejamos:

“Maria! Sem vós, Mãe amantíssima, como teremos nós, pobres infantes, coragem de nos aventurar por caminhos desconhecidos? Jesus, Maria, José, Anjos e Santos nossos Protetores, queremos caminhar convosco. Qual é a estrada mais segura?”.

Talvez a decisão mais importante de todo cristão é a opção pelo seguimento de Jesus: entrar e permanecer na estra de Jesus. Mas uma outra decisão também muito importante é saber “qual é a estrada mais segura?”. São José Marello apresenta a pergunta, mas também nos ajuda a encontrar a melhor resposta. O Padre Severino Dalmaso, OSJ,  ex Superior Geral dos Oblatos de São José, um dos maiores conhecedores de José Marello e certamente o seu maior biógrafo, registrou em seus escritos um ponto muito importante sobre o carisma Josefino-Marelliano: a convicção de São José Marello de que o “pequeno caminho” percorrido por José e Maria é um modelo de vida e santidade acessível a todas as pessoas. Ouçamos as palavras do Padre Severino Dalmaso:

Para o Bem-aventurado José Marello, a figura de Maria era um caminho seguro para chegar a Jesus. “Vamos a Maria por meio de Jesus — costumava ele repetir — e a Jesus por meio de Maria: é este o caminho que devemos trilhar para chegar diretamente ao Céu”.

Todos nós conhecemos a sua grande devoção a Maria Santíssima, que ele praticou com verdadeiro amor filial, considerando-a a Mãe da sua vocação, do seu sacerdócio e depois do seu episcopado. Poderíamos acrescentar que a devoção a São José era para ele uma consequência do seu grande amor a Maria; portanto esta também devia conduzir ao mesmo fim, o de amar e servir aos interesses de Jesus. Neste sentido ele dizia: “Recomendemo-nos ao glorioso São José, guia e mestre da vida espiritual, modelo sublime de vida interior e escondida. Na sua vida familiar ele também se encontrou nas mesmas circunstâncias nossas. Imitemo-lo na prática daquelas virtudes humildes e escondidas que agradam muito a Deus e ajudam muito a alma a progredir e a santificar-se”.

Como podemos ver, a devoção a São José devia conduzir à santidade, ou seja, à união com Deus, através da santificação das ações diárias e através do zelo nas atividades apostólicas. Desta maneira ele enunciava o “pequeno caminho” das virtudes simples que deveriam levar diretamente a Jesus, como foi a vida de Maria e de José, toda empregada em benefício do Filho de Deus Encarnado.

Percorrer o “pequeno caminho”, sob o olhar de São José.

O grão de mostarda é considerado a menor das sementes semeadas na horta, e no entanto, ela se desenvolve a ponto de se tornar uma grande e bela árvore. Por esta razão ela representa bem as pequenas virtudes, as quais podem produzir uma grande santidade. De fato, os grandes santos atingiram sua santidade não tanto por pela prática de virtudes extraordinárias, para as quais as ocasiões são muito raras, mas com os atos repetidos e incessantes das pequenas virtudes. (São José Marello)

Assim, São José não fez coisas extraordinárias; mas com a prática constante de virtudes ordinárias e comuns atingiu aquela santidade que o eleva muito além de todos os outros santos. Também Jesus não realizou sempre atos extraordinários e heroicos, como o afastamento da mãe e a morte de cruz. Mas quantos atos de virtude Ele fez e quanto mereceu! (São José Marello)

4 Reflexão e Partilha

Partilhar sobre as palavras do Papa São João Paulo II: “Digamos ao nosso grande Patriarca: Eis nos todo para ti, e tu sejas todo para nós, indica-nos, ó José o caminho, sustenta-nos a cada passo, conduz-nos para onde a Divina Providência quer que cheguemos. Seja comprido ou curto, bom ou mal o caminho, enxergue ou não a meta com a vista humana, devagar ou depressa, contigo, oh José, estamos certos de que sempre caminharemos bem”.

5 Compromisso do Mês

Rezemos para que o Encontro Internacional dos Leigos Josefinos Marellianos que ocorre no Brasil neste mês por ajude toda a Família Josefina Marelliana a percorrer pequeno caminho, sob o olhar de São José e de São José Marello.

6 Oração Final