São José Marello

  sao_jose_marello          Sua vida é um tesouro de ensinamentos para nós. Uma personalidade rica que nos ensina muito. Uma pessoa que conheceu alegria, sofrimentos, o sucesso e os obstáculos.

            Sua vida pode em muitos pontos tocar a nossa realidade, nossas ânsias e aspirações, assim como nosso limite, fracasso, santidade e pecado, pois apesar de santo considerou-se um pobre pecador.

            Nasceu no seio de uma família simples, talvez como a nossa, católica, pobre, sem projeções; num lugar sem importância nenhuma: São Martinho Alfieri, aos 26 de dezembro de 1844.

            Seu primeiro choque foi a perda de sua mãe aos 04 anos; certamente este fato afetou sensivelmente a sobreposição dos pedacinhos de mosaicos que ia aos poucos compondo não sem dificuldades aquela magnífica obra de arte que foi a sua vida.

            Vivendo com os avós, São Martinho será o lugar do início de sua formação intelectual e moral.

            Aos 12 anos, sua vida pacata, desprovida de planos e ambições é sacudida quando escuta pela primeira vez, o convite do Senhor ( 1856) "Sacerdote e por que não? Esta idéia ofuscada em sua alma ainda adolescente, devido a uma "inspiração" haveria de encontrar barreira para enveredar os primeiros passos. Seria seu pai, Vicente que almejava outra carreira mais promissora para seu estimado filho; seriam os problemas de deixar o ambiente familiar e partir para a realidade diferente; seria sem dúvidas um estilo de vida que nunca havia experimentado. Mas o apelo de Deus ressoou mais forte em seu íntimo e assim neste mesmo ano o seminário de Asti o acolhe.

            Tudo corria tão bem, crescia na cultura, desenvolvia-se aos poucos aquela característica marcante de toda a sua vida:a santidade. Mas as circunstâncias históricas interceptaram a vida de Marello; foi a guerra entre o reino Sardo-piemontês e a Áustria que fez com que os seminários se esvaziassem e cedessem lugares para os quartéis e hospitais. Em meio a este denso contexto o seminarista José sentiu-se questionado e de certa maneira pressionado. Que fazer, continuar ou não? Animado pelo apoio do pai, fez a sua decisão, que ele o classificou como sendo o salto do rubicão, deixando o seminário e indo morar em Turim.

            Em Turim um outro estilo de vida sem dúvida, contraste com a anterior, lá estava em efervescência às iniciativas patrióticas sociais e religiosas. Um ambiente denso de ateísmo, liberalismo anti-clerical e socialismo. Isto incidiu de sobremaneira em Marello, provocando indiferentismo e o adormecimento de sua fé. Esta situação histórica fez com que José Marello sonhasse com um novo sistema de economia social, provocando nele uma inclinação para a carreira política. Porém aquele ambiente de falsidade lhe fazia ver que sua vida não era aquela, entretanto ele prosseguia firme nos estudos, até que Deus novamente vem-lhe ao encontro. Desta vez em 1863 cai gravemente enfermo de tifóide: tal experiência o questiona profundamente: Seguir novamente; tal experiência o questiona profundamente: seguir novamente a carreira sacerdotal. E assim decidido no ano seguinte estava novamente no seminário de Asti, desta vez com 21 anos.

            Em 1863 com tifo, novamente Maria lhe vem ao encontro, num diálogo muito íntimo, e foi ai que decidiu deixar tudo e voltar para o seminário.

            Na ânsia de uma vida voltada totalmente para Deus pareceu-lhe que o caminho mais certo seria o da solidão e da penitência, e por isso sentiu a necessidade de fechar-se numa trapa; Ele dizia: "No silêncio e alma se prepara para lançar o brado altíssimo que deverá retumbar por todo o orbe católico".

"No silêncio amoldam-se as grandes personalidades... (PM 5/10) "Na vida oculta se forma o herói, do mesmo modo como na natureza germina a semente".

            Sentia a necessidade de rezar muito ( PM 12,13 e 15/04).

            Quando ordenado sacerdote, a primeira coisa que fez foi agradecer Maria pela graça recebida, celebrando no Santuário da Misericórdia. Sua última missa ele a celebrou no Santuário da Misericórdia.

            Entre seus propósitos ainda de clérigo, tinha o de rezar o rosário todos os dias. Em suas pregações sempre procurava falar de Maria; fez muitas peregrinações em Santuários Marianos.

            Exortava aos fiéis a devoção a Maria: "Dispomo-nos santamente em celebrar a Novena de Maria Santíssima, a fim de que esta boa Mãe se digne a vir renascer em nossos corações" (AM).

"Rezemos o rosário, tenhamo-lo de bom grado nas mãos, recitando-o felizes. Felizes de nós se ficarmos fiéis a esta oração". (AM).

"O nome de Maria é luz nas trevas, escudo nos combates, refúgio nos perigos ". (AM)

Nascimento e Família

José Marello nasceu em Turim, aos 26 de dezembro de 1844.

Seu pai, natural de São Martinho Alfieri, era comer­ciante. Um tipo alegre, delicado, honesto e caridoso. Morreu em 1873.

A mãe, Ana Maria, era natural de Venaria Reale. Pelas suas virtudes, os vizinhos a chamavam de “a santa”. Morreu em 1848 com ape­nas 24 anos de idade.

Vitório, o único irmão de José, nasceu no ano de 1847. Também ele foi ótima pessoa e por quarenta anos, prefeito de São Martinho Alfieri, onde moravam seus avós.

José foi de temperamento franco, generoso, amável e gentil.

“PERFIL ESPIRITUAL DE SÃO JOSÉ MARELLO”

 

SÃO JOSÉ MARELLO, APÓSTOLO DA JUVENTUDE

 

José Marello nasceu em Turim (Itália) em 1844. Inteligente, alegre, idealista, tornou-se padre em Asti, dedicando seu ministério em favor dos pobres e dos jovens. Escolheu São José como modelo de vida e apostolado. Em 1878 fundou a Congregação dos Oblatos de São José, família religiosa cujos membros dedicam-se à educação da juventude nas paróquias, nas escolas e nas missões. José Marello morreu em 1895, quando era Bispo da Diocese de Acqüi (Itália). Em 25 de novembro de 2001, foi proclamado santo pelo Papa João Paulo II.

 

 

Traços de sua Espiritualidade

 

Dentro de todo um contexto, podemos situar o Marello que teve antes de tudo:

  1. Uma profunda vida interior, de oração vivida na intimidade com Deus;
  2. Viveu verdadeiramente o sentido de Igreja, sentiu-se dentro da Igreja, caminhou com ela, nela foi um autêntico sacerdote e bispo.
  3. Teve um equilíbrio das virtudes, sendo homem corajoso e paciente, exigente e prudente, entusiasta e pacato, rico de zelo e fervor mas ao mesmo tempo cheio de humildade e escondimento.
  4. Viveu um empenho social dentro da sociedade, empenho extremamente concreto para com os pobres, para com os jovens, com a assistência aos doentes.

 

 

ORAÇÃO

 

Ó Deus nosso Pai, que destes a São José Marello a inspiração de imitar São José para melhor conformar a sua vida com a de Jesus Cristo, fazei que, seguindo seus exemplo de mansidão, humildade e incansável espírito apostólico, vivamos com alegria e constância os nossos compromissos cristãos. Por sua intercessão, concedei-nos a graça (faça seu pedido) que, para vossa glória, imploramos confiantes. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém!

 

 

VIDA E OBRA DE SÃO JOSÉ MARELLO - CRONOLOGIA

 

 1844 – 26 dezembro – Nasce José Marello.

1848 – Morre a mãe Anna Maria Viale.

1856 – O pai o leva em peregrinação ao Santuário de Nossa Senhora da Misericórdia em Savona. Ali decide se tornar sacerdote.

1856 – 31 outubro – Entra no Seminário de Asti.

1856 – 9 novembro – Recebe o hábito clerical.

1862 – Deixa o Seminário e inicia em Turim os estudos para se tornar desenhista, político.

1863 – Dezembro – Adoece seriamente de tifo. Tem a visão de um hábito clerical e de Maria que quer que ele se torne sacerdote.

1864 – 9 janeiro – Recebe pela segunda vez o hábito clerical.

1868 – 19 setembro – Ordenação sacerdotal na catedral de Asti.

1869 – 8 dezembro – Como secretário de Dom Carlos Sávio, participa da abertura do Concílio Vaticano I° e permence em Roma até agosto de 1870.

1878 – 14 março – Funda a Congregação dos Oblatos de S. José no Instituto Michelerio di Asti.

1888 – 23 novembro – É nomeado Bispo de Acqui pelo papa Leão XIII, que mais tarde o chamará “pérola de bispo”.

1889 – 17 fevereiro – É ordenado bispo pelo Cardeal Raffaele Monaco la Valletta na Igreja da Imaculada Conceição em Roma.

1889 – 16 junho – Entra na diocese de Acqui na catedral de S. Guido.

1895 – 25 maio – Já com a saúde precária vai até Savona para presidir aos festejos do terceiro centenário de S. Felipe Neri.

1895 – 30 maio – Às 18h30 morre de hemorragia cerebral na residência do Bispo de Savona.

1993 – 25 setembro – Papa João Paulo Il ajoelha-se diante do túmulo do Bem-Aventurado José Marello na sua visita histórica na Casa Mãe dos Oblatos em Asti.

1993 – 26 setembro – Solene Beatificação de José Marello presidida pelo Papa João Paulo Il no histórico “Campo do Palio” de Asti.

2001 – 25 novembro – O Papa João Paulo II canoniza José Marello em cerimônia realizada na Basílica de São Pedro.