Apostolado Educacional

Educar para Humanizar | Com os valores Cristãos e Humanos, pela cidadania, em vista da dignidade e da paz Um ensaio de compreensão do desafio educativo de índole cristã e humanista — Visão de um Cristão, Oblato de São José.

    “Educar para Humanizar” — Além de uma simples ideia que pode ser trabalhada de modos diversos, a expressão aqui utilizada, “Educar para Humanizar”, é uma proposta de projeto e até um paradigma. Não se refere somente à educação formal, embora seja ela que ocupe, em grande parte, a atenção de quem escreve e, talvez, de quem lê. Tampouco detém-se na educação da Fé ou para a Fé, ainda que este assunto mereça atenção e seja oportuno para debate. Não se pretende enfocar aqui as muitas contribuições para a Cultura e a Ciência oferecidas pelo Cristianismo ao longo de dois mil anos de história. Menos ainda deseja-se fazer proselitismo (o que é abominável!). O argumento se detém na educação enquanto atividade complexa, conjunto antropológico de princípios e atos que interferem no conjunto de ser e existir da Pessoa Humana. O Cristianismo, em sua cepa Católica, tem muito a oferecer. Nele brotaram os grandes troncos das Universidades, cresceram as ramas das muitas disciplinas que formaram os campos específicos das Ciências e floresceram teorias e ideias que levaram o ser Humano a longas jornadas, para os mais diversos campos dos saberes.

         Com o perdão do trocadilho, ainda na esteira da metáfora acima esboçada, os que trabalham com a educação, nos mais diversos níveis e orientações epistemológicas, estão em um fértil campo cultivado e devem muito a mulheres e homens que mantiveram acesa a luz da investigação ou, em muitos casos, transmitiram a chama de antigos conhecimentos nos silêncios de seus mosteiros e claustros. É notável que, depois de tantas especializações, alguns antropólogos proponham o que Edgard Morin[1] chama de “religação dos saberes”, sugerindo uma necessária reestruturação a partir de um conjunto conceitual relativo às epistemologias de modo coerente, não uma constelação de princípios e ideias desconexas[2].

         Mas aqui não se pretende fazer uma teoria histórica da Educação, tema para o qual este  humilde articulista não tem ciência. Não se deseja tampouco propor uma Filosofia da Educação, ainda que seja uma Filosofia da Educação Cristã, o que até seria desejável pois útil e necessária na atualidade. No entanto, para isto, infelizmente, é necessário maior competência. Não se pretende fazer nem menos apologia da Fé Cristã, ainda que ela, a Fé em sua expressão Cristã, seja tão questionada e acusada de modo inconsistente e irreverente.

         O que se deseja e tem a pretensão de oferecer são apenas algumas pistas para uma compreensão da Educação como atividade originalmente cristã, isto acima de confissões específicas, mas sem dúvida com uma identidade Católica Latina, pois do contrário este escritor se sentiria incoerente perante todos. A Educação Cristã, aqui grafada com maiúsculas, é empenho de humanização e crescimento cultural e cívico. No fim das contas, o que se quer dizer é — É bom, realmente prazeroso, educar para humanizar.

         O Colégio São José, o Colégio Padre João Bagozzi, a Faculdade Bagozzi, o Centro de Educação Infantil “O Girassol”, o Centro Social Marello, a Creche Menino de Nazaré e outras unidades aqui representadas são parte de uma Instituição maior. Trata-se da Igreja Católica Apostólica Romana. Ela tem Identidade, Doutrina e História. Dentro da Igreja Católica existem instituições, mais antigas e mais novas, que desempenham e desempenham papeis muito específicos em sua estrutura. São as Ordens ou Congregações Religiosas. Estas Ordens ou Congregações mantêm, dentro de sua estrutura formal ou à sua sombra, historicamente, instituições de educação.

         Uma destas Congregações Religiosas chama-se “Oblatos de São José”. Fundada pelo Santo José Marello quando era Padre, sendo depois Bispo de uma cidade no Piemonte, em 1878, os Oblatos de São José têm, em sua estrutura formal, a dimensão educativa em sentido lato. Em outras palavras, para os Oblatos a Educação é para a Fé, para a Ciência e para a Cidadania.

         Estas unidades acima citadas, em tantos anos de história, têm muito a contar. Diversas gerações de cidadãos foram nelas formadas. Muitos educadores nelas desenvolveram sua vocação e fizeram crescer sua ciência durante anos, perpassando modismos e tendências, mantendo-se fieis a ideias que, sem delas prescindir, vão além de cifras e moedas, um tempo tão mutantes quanto os humores humanos… Que aqui escreve teve a grata satisfação poder colaborar, com uma pequena presença, às vezes não sem grandes dificuldades, como assessor de Ensino Religioso, coordenador pedagógico e vice-diretor, nos primeiros anos de ministério ordenado, na distante década de ’90.  Com professores, funcionários e Padres este que escreve teve oportunidade de aprender muito. Aprender com atitudes corretas e incorretas que vi, o que causou-me ora alegria, ora tristeza. Nem tudo o que acontece entre estes educadores é belo, infelizmente. Mas ensina o que fazer e o que não fazer… Resta agradecer a todos daqueles tempos e recordar-se de todos, com gratidão e quando necessário perdão, sendo muitas vezes preciso pedi-lo, certamente.

         Estas poucas palavras são uma partilha de conceitos e uma instigação à vida educativa. O horizonte dos argumentos aqui é quádruplo: [1] Educação como processo humanizador, [2] no ambiente dos Oblatos de São José, [3] para a cidadania, com dignidade e paz, [4] com os valores e sinais cristãos.

         Um auxílio notável será prestado por um Documento do Concílio Vaticano II. Trata-se da Declaração sobre a Educação Gravissimum Educationis, de 1965. A distancia do tempo cronológico não limita a importância e a atualidade dos argumentos expostos, pois são fundamentais.

 * Presbítero da Congregação dos Oblatos de São José. Mestre em Teologia Bíblica. Doutorando em Teologia Bíblica. Curso de Mestrado em Filosofia. Experiência pastoral: Pároco e Vigário Paroquial. Experiências de Educação: assessor ensino religioso (Colégio Bagozzi, Colégio São José). Experiência formativa: formador dos estudantes de Teologia da Congregação dos Oblatos de São José. Professor de Teologia Bíblia na PUC São Paulo e em cursos livres em diversas localidades. End.: Rua João Simão de Castro, 260. Cep: 02141-000   São Paulo SP. Tel. (11) 2201.3884.  E-mail: mauronegro@uol.com.br.

 [1] Edgard MORIN, A religação dos saberes.

 [2] Não será a proposta, a investigação e a intensa busca do bóson de Higgis um tipo de atividade baseada na ideia de um princípio fundamental e unificador na base, na essência de toda e das múltiplas formas de existência?


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Sem Título-1

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Estrutura básica de pastoral nas unidades
COORDENADOR DE PASTORAL

 

Missão do cargo:

Responsável pela aplicação do Plano Provincial de Pastoral e ações evangelizadoras no colégio.

 

Responsabilidades:

  1. Articular o processo de evangelização na Comunidade Educativa, propiciando um ambiente de Pastoral que permita a experiência e o cultivo da espiritualidade Cristã e Josefina-Marelliana.
  2. Conduzir a elaboração, implantação, acompanhamento e avaliação do Plano de Pastoral, em nível local, e do Plano de Ação da Pastoral provincial, da unidade.
  3. Avaliar a efetividade da ação evangelizadora do Colégio, faculdade ou Obra Social e propor projetos e atividades visando o seu desenvolvimento.
  4. Promover a formação permanente da comunidade educativa, num processo de educação que desenvolva a espiritualidade, a religiosidade e os valores oblatos.
  5. Atender educando, alunos, professores e colaboradores para o aconselhamento pastoral e para a orientação e encaminhamento de vocações religiosas.
  6. Participar do planejamento educacional global da obra educacional, buscando a integração dos projetos e programas pastorais com o processo educativo.

 

Atribuições:

  1. Assessorar a unidade na condução dos processos de pastoral.
  2. Coordenar a equipe local no planejamento, implantação, acompanhamento e avaliação das ações pastorais.
  3. Organizar o Núcleo de Pastoral da Obra educacional.
  4. Propor estratégias para a formação da equipe de pastoral na unidade.
  5. Diagnosticar necessidades, desenvolver e sistematizar projetos e programas em nível local.
  6. Articular as ações de pastoral junto às lideranças da unidade.
  7. Promover a comunicação e a integração entre os núcleos locais e o núcleo Provincial de Pastoral.
  8. Integrar os processos pastorais com os processos psicopedagógicos, sociais, administrativos e vocacionais.
  9. Coordenar, articular e animar encontros, reuniões, assembleias, retiros, encontros de formação, etc.
  10. Propiciar sinergia nas ações da equipe de pastoral local, resultando no bom entendimento das atividades.

 

ASSISTENTE PASTORAL

Missão do Cargo:
Executar atividades de implantação de projetos de pastoral.

Atribuições:

  1. Participar do desdobramento do Plano Provincial de Pastoral, auxiliando no desenvolvimento dos projetos de pastoral em nível local.
  2. Articular e implementar os projetos de pastoral.
  3. Promover a comunicação e a integração em seu âmbito de atuação.
  4. Diagnosticar necessidades, desenvolver e sistematizar projetos específicos em nível local.
  5. Apoiar o processo de formação e desenvolvimento dos agentes de pastoral da unidade.
  6. Participar da elaboração, implantação, acompanhamento e avaliação do Plano de Pastoral e do Plano de Ação da Pastoral provincial, na unidade.
  7. Propiciar a integração dos projetos específicos de pastoral com os processos psicopedagógicos, sociais, administrativos e vocacionais.
  8. Apoiar a articulação das ações de pastoral junto às lideranças da unidade.
  9. Promover a integração de seu trabalho ao trabalho desenvolvido pelas demais assessorias locais, contribuindo para a consolidação da identidade do Núcleo de Pastoral.

 

AGENTE DE PASTORAL

Missão do cargo:
Executar atividades de rotinas do Núcleo de Pastoral.

 

Atribuições:

  1. Apoiar o Núcleo de Pastoral na condução dos processos de pastoral da unidade.
  2. Implantar as ações de pastoral da unidade, contribuindo para a execução do Plano Provincial de Ação Pastoral.
  3. Dinamizar encontros de formação, reuniões, cursos, retiros com alunos e colaboradores.
  4. Auxiliar na organização e ambientação de espaços para eventos da pastoral.
  5. Contribuir para a formação de grupos de jovens, de vocacionados, de catequese e outros.
  6. Zelar pela ambientação da unidade de acordo com o ano litúrgico, festas oblatas e outras festividades locais.
  7. Auxiliar na elaboração e confecção de materiais específicos de pastoral.
  8. Dinamizar as atividades da pastoral utilizando técnicas modernas e criativas (música, técnicas de dinâmicas de grupo, etc.).
  9. Contribuir para a integração da unidade com a Igreja local.
  10. Ajudar na secretaria e documentação da pastoral.

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