Apostolado Missionário

Congregação dos Oblatos de São José Província Nossa Senhora do Rocio . Pastoral Missionária Josefina

 

I  -  INTRODUÇÃO

  1. A Congregação dos Oblatos de São José, fundada por São José Marello, tem como um dos aspectos do seu carisma levar os seus religiosos “reproduzir na vida e no apostolado o mistério cristão como o viveu São José”, empenhando-se na difusão de sua devoção (const. 3).
  2. Para objetivar a inspiração do fundador, a congregação serve-se do movimento Josefino, um organismo que se empenha em promover a colaboração de todos os devotos de São José, e tem a finalidade de aprofundar o conhecimento de sua missão no plano da encarnação, de reavivar a vida da Igreja com a prática das virtudes evangélicas de São José (const. 75).
  3. Os Oblatos de São José alimentam e coordenam o apostolado Josefino na província Nossa Senhora do Rocio através de suas Pastorais especificas, favorecendo uma sadia devoção a São José e uma sólida Josefologia para os leigos Cristãos, na sociedade e na Igreja, mediante uma sede própria denominada Centro de Espiritualidade Josefino- Marelliano – CEJM – (RP 48 e 50).
  4. Dentre as suas atividades coordenadas através das pastorais especificas ligadas á Congregação dos Oblatos de São José na Província Nossa Senhora do Rocio, está a Pastoral Missionária Josefina, a qual vê o convite do Senhor:  “Ide também vós para a minha vinha” endereçada a todo Batizado a fim de que associem á missão salvadora de Cristo para trabalharem em  sua messe, particularmente neste tempo, mais do que nunca exigente dos valores evangélicos, iniciados na esteira do terceiro milênio de nossa história.

 

II – OBJETIVOS E FINS

  1. A pastoral missionária Josefina organiza-se em comunhão com centro de Espiritualidade Josefino-Marelliana, o qual dentro da Província Nossa Senhora do Rocio apóia as atividades pastorais especificas da mesma.
  2. A aceitação de um estilo josefino caracterizado pelo testemunho concreto de vida dos leigos Josefinos implica na pertença ao grupo dos missionários leigos josefinos. Estes se empenhando para viver a vocação cristã na família, na comunidade eclesial e no ambiente social com sua presença original própria, colocam-se ao trabalho missionário num estilo leigo nas realidades missionárias dispostas pela organização desta pastoral em nível da Província Nossa Senhora do Rocio.
  3. O grupo de missionários leigos forma a família laical Josefina, tendo segundo a própria vocação de fieis leigos uma forma peculiar de inserção nas realidades temporais, a qual uma componente essencial e inseparável da vida cristã, a pastoral missionária Josefina em comunhão com a Igreja e a própria província, reconhece a força e do dinamismo apostólico e missionário que lhes advém, assim como a sua grande e exigente dignidade; por isso  oferece, organiza e coordena a ação missionária dos missionários leigos josefinos.
  4. Todos os leigos missionários josefinos formam a família laical Josefina e buscam através da vocação à santidade, diversa daquela dos religiosos, a participação do espírito e do apostolado da Congregação dos Oblatos de São José.
  5. Os leigos missionários josefinos colhem, portanto do carisma e da espiritualidade Josefino-Marelliana os aspectos que os ajudam a percorrer o próprio caminho da santidade como cristãos no mundo e leigos na igreja.
  6. A participação do espírito e do apostolado da Congregação torna-se, portanto para os leigos missionários josefinos um modo especial de responder à vocação cristã particularmente propondo-se imitar as virtudes cristãs mais características de São José: união com Deus, humildade, escondimento, laboriosidade e dedicação aos interesses de Jesus.
  7. A presença e a colaboração dos leigos missionários josefinos chamados pela igreja, por São José Marello e sua Congregação a se associarem no intento da busca dos interesses de Jesus, constituiu-se para os mesmos como uma nova e inédita possibilidade de santificação que Deus os oferece.

 

III - DIREÇÃO

  1. A organização e atuação da pastoral missionária Josefina em nível da Província Nossa Senhora do Rocio, está sob a responsabilidade de um Assessor Oblato, o qual é designado pelo Provincial.
  2. O Assessor Oblato da Pastoral Missionária Josefina, juntamente com os membros da referida pastoral elegem o coordenador(a)  e demais componentes da equipe  em Assembléia por um período de dois anos, podendo se necessário for serem reeleitos. O coordenador(a) será sempre o leigo(a) que agindo em comunhão com o mesmo, apóia e ajuda na organização das atividades missionárias e faz as suas vezes em  sua ausência.
  3. Em cada campo de Pastoral dos Oblatos deve haver  a  Pastoral Missionária e assim como também um Oblato  responsável pela mesma, o qual age em sintonia com o assessor Oblato da referida pastoral  e sua Equipe de leigos. A organização da Pastoral Missionária Josefina nos vários campos de Apostolado dos Oblatos de São José se dá pela Eleição ou nomeação de um representante leigo, este confirmado pelo pároco ou responsável pela obra Oblata, assim como também pelo assessor da referida pastoral, organiza a atuação das atividades missionárias sempre em uniformidade e harmonia com as indicações da Pastoral Missionária Josefina.
  4. De maneira particular a atuação da pastoral missionária nas paróquias está em sintonia com a Comissão missionária paroquial (COMIPA), a qual por sua vez recebe força da Comissão missionária Diocesana (COMIDI).
  5. Em cada setor josefino é designado o responsável setorial da Pastoral Missionária Josefina, o qual escolhido entre os membros das várias obras dos Oblatos, paróquias ou colégios. Naquele setor ele é o elo de união entre as atividades missionárias dos Oblatos  e a organização e as atividades da pastoral missionária Josefina no âmbito do Centro de Espiritualidade Josefino-Marelliana.
  6. A Coordenação Executiva da Pastoral Missionária  é formada pelo  coordenador (a), o vice-coordenador (a),o secretário(a) e o tesoureiro(a), o responsável dos setores, o coordenador(a) paroquial, esta comissão é   constituída para a validade de dois anos sempre a partir da realização da Assembléia  da pastorais especifica, podendo ser reeleita.
  7. A Coordenação Executiva da Pastoral Missionária é responsável pela programação das atividades da mesma em nível da província Nossa Senhora do Rocio, sempre em unidade e harmonia com a programação geral do Centro de Espiritualidade Josefino-Marelliana.
  8. A Coordenação Executiva da Pastoral Missionária Josefina é membro efetivo do CEJM com direito na participação das assembleias das pastorais específicas e com direito a voto para questões atinentes ao CEJM.
  9. Unida com as demais pastorais Josefinas específicas da Congregação, esta está ligada ao Centro de Espiritualidade Josefino-Marelliana e goza de toda a organização e dos meios oferecidos por este.
  10. A Pastoral Missionária Josefina em comunhão com centro de espiritualidade josefino-marelliana é responsável pela implementação na vida dos leigos da espiritualidade cristã e do trabalho missionário.
  11. Todos os anos, segundo o calendário geral das atividades da Província Nossa Senhora do Rocio, da Congregação do Oblatos de São José, a coordenação executiva, e os responsáveis de cada grupo missionário das comunidades paroquiais e colégios, participam da assembléia das pastorais especificas.
  12. De maneira particular a coordenação executiva e os responsáveis dos grupos missionários de cada Obra oblata se reúnem quatro vezes por ano, para avaliação e encaminhamentos dos trabalhos discutidos em Assembléia e todos os membros são convocados pela coordenação executiva ao menos duas vezes  por ano, sendo uma para Estudo e programação e outra para a  realização  das atividades  Missionários estabelecidas em nível de província.
  13. O responsável do respectivo grupo missionário se reúne uma vez por mês com os membros do seu grupo para troca de experiências e programação das atividades, assim como também para realizar pequenas experiências missionários que o grupo achar oportuno, sempre em sintonia com o pároco e com o CPP, assim como também a coordenação executiva da Pastoral Missionária.
  14. O Assessor religioso da Pastoral Missionária Josefina apoiado pela coordenação executiva da referida pastoral e pelos membros executivos CEJM, promovem em todas as obras dos Oblatos e em comunhão com seus respectivos responsáveis, a criação, a organização e o funcionamento da pastoral missionária Josefina. É atribuição também do mesmo,assessor, confirmar um leigo(a) em cada um dos setores religiosos dos Oblatos, o qual é responsável pelo  funcionamento da  pastoral missionária Josefina nos respectivos setores.
  15. É atribuição do Assessor Religioso da Pastoral Missionária Josefina:
    • Dinamizar o fervor missionário entre os missionários leigos sempre em comunhão com os Oblatos das respectivas casas;
    • Conhecer os estatutos do CEJM;
    • Incentivar aos missionários leigos a conhecer  vivenciar  a espiritualidade missionária e a espiritualidade Josefina-marelliana;
    • Divulgar as publicações em âmbito de atividades missionárias, assim como também as do CEJM;
    • Envolver na medida do possível a participação dos missionários leigos nos eventos mais significativos da Província Nossa Senhora do Rocio.
  16. A Pastoral Missionária deve estar envolvida nas atividades paroquiais sempre em sintonia com o pároco e com o CPP.
  17. A cada grupo missionário local deve estar atento às várias necessidades missionárias na própria comunidade e se for preciso motivar, organizar e proporcionar a realização de semanas missionárias na mesma, a fim de procurar atingir os mais afastados.

 

IV. MEMBROS

São missionários leigos josefinos todos aqueles que ligados à associação dos leigos, denominada de colaboradores leigos josefinos, os quais se propõem viver a vocação cristã na família, na comunidade eclesial e no ambiente social com a presença original e própria do espírito josefino, se colocam a disposição para realizar trabalhos missionários sob a orientação dos Oblatos de são José.

  1. Como membros dos colaboradores leigos josefinos, os missionários têm a sua concentração anual no dia 1º de maio, dia de São José Operário, organizada pelo Conselho Executivo e Diretoria Executiva do Centro de Espiritualidade Josefino-Marelliana.
  2. Desde o inicio a Igreja recebeu o Espírito Santo sopro pentecostal: “Ide a todos os povos...”; por isso os missionários leigos josefinos estão conscientes de que  há não somente territórios de missão, mas também situações missionárias, tais como grupos com carência de identidades e de maturidade cristã, grupos humanos que vão se transformando e criando situações novas, grupos marginalizados da fé cristã... Assim, estes se dedicam com o próprio empenho a proporcionar um pouco de oxigênio que se faz necessário para trazer vida a estas pessoas, para criar comunidades maduras e com a dinamicidade que lhes permita de assumir suas opções por Cristo e pela Igreja.
  3. Consciente de que a vocação missionária é um serviço livre e espontâneo exercido por convicção e por amor, os missionários leigos josefinos esforçam-se por vivenciar a própria fé e testemunhá-la na prática como algo de fundamental importância para o trabalho que desenvolvem como missionários.
  4. Os missionários leigos josefinos conscientes de que a missão é a vocação própria da Igreja, a sua mais profunda identidade, pois ela existe para evangelizar (EM 14), empenham-se para anunciar a Boa Nova de Jesus Cristo de uma maneira profunda, desprendida e alegre, a fim de que os frutos de seus trabalhos, em intima união com as graças de Deus, possam atingir e como que a modificar, pela força do evangelho, os critérios de julgar, os valores que contem, os centros de interesse, as linhas de pensamentos, as fontes inspiradoras e os modelos de vida da humanidade (EN19).
  5. Os missionários leigos josefinos são conscientes na própria missão e alimentam sua espiritualidade missionária a fim de que tenham paixão pela salvação e promoção dos irmãos, assim como um ardente compromisso em vista do Reino de Deus. Por isso são pessoas que saem de si e aproxima-se dos que a Providência Divina colocará em seus caminhos, numa atitude de serviço livre e espontâneo aos irmãos e tudo isso por convicção e por amor.
  6. Os missionários leigos josefinos vivem o espírito josefino caracterizado num estilo de vida moldados na imitação de São José, através da vivencia da humildade, do trabalho e da busca dos interesses de Jesus no serviço à Igreja e na cotidianidade de vida familiar e pessoal. Por isso empenham-se junto à própria comunidade paroquial, colégios ou as casa dos Oblatos ba Província Nossa Senhora do Rocio, de participarem das comemorações litúrgicas de cunho josefino-Marelliana, estipuladas no calendário próprio da Congregação dos Oblatos de São José.
  7. Os missionários leigos josefinos exercem a própria missão não em seu próprio nome ou como tarefa pessoal, mas sim em comunhão com as indicações da Pastoral Missionária Josefina, a qual as têm como própria da Igreja e animados pelo espírito missionário e em nome de toda comunidade da qual eles provêem.
  8. As atividades características dos missionários leigos josefinos constituem-se na participação em missões nas localidades escolhidas pela Pastoral Missionária Josefina da Província Nossa Senhora do Rocio e em experiências missionárias que seguem a mesma orientação em pequenos grupos ou individualmente.
  9. No exercício do apostolado os missionários leigos josefinos são conscientes de que a sua atividade mais especifica caracteriza-se em visitar as famílias no próprio campo missionário determinado com o objetivo e o espírito missionário, de oferecerem suas pessoas para que Jesus possa continuar visitando as pessoas e assim levando-lhes os mesmos tipos de bênçãos e de graças que Ele levava durante o seu ministério.
  10. Os missionários leigos josefinos são conscientes de que no exercício do próprio trabalho apostólico encontrarão pessoas nas mais diversas situações e muitas delas em situações especiais. Portanto, não se recusarão de fazer sentir o seu amor gratuito e de levarem também nestas ocasiões a mensagem evangelizadora de Jesus, cientes de que esta será uma  ocasião preciosa para o exercício do seu próprio ministério em beneficio destas pessoas que desejam e precisam deles.
  11. Os missionários leigos josefinos mantêm uma sólida espiritualidade, aprofundam as verdades da fé e alargam os horizontes do próprio apostolado com o enriquecimento da teologia missionária sem esquecer os fundamentos da teologia Josefina.
  12. A Congregação dos Oblatos de São José,  mediante a ação da pastoral missionária Josefina faculta  de conformidade com o seu calendário, possibilidades de encontros de formação e de estudos aos missionários leigos josefinos.
  13. Os missionários leigos josefinos beneficiam-se de todos os meios oferecidos pelo Centro de Espiritualidade Josefino-Marelliana, conforme o que estabelece seus estatutos. Beneficiam, outrossim, das organizações programadas pela Pastoral Missionária Josefina.
  14. De acordo com a programação da Pastoral Missionária Josefina, os missionários leigos josefinos terão uma vez por ano um encontro de formação em nível de setores ou de paróquias.
  15. Os missionários leigos josefinos enviados para a evangelização desenvolverão suas tarefas de acordo com suas aptidões  e atribuições, em particular são capacitados para rezarem e abençoarem os doentes. Para colocarem palavras adequadas para atingir as famílias ou/as pessoas visitadas em situações de sofrimentos e provações. Para levarem como amigos e em nome da comunidade uma mensagem de fé. Para demonstrarem amizade e o amor cristão a exemplo de Jesus.
  16. O envio oficial dos missionários leigos josefinos   pela comunidade onde pertence, seja feito numa celebração comunitária, onde a comunidade paroquial manifestará o seu interesse e  apoio pelo ministério de seus membros. Por isso o Pároco os enviará a partir da comunidade e inclusive, se possível, com a manifestação do gesto significativo de impor-lhes as mãos.
  17. Os missionários leigos josefinos   durante o período de missão são cientes de que são hóspedes passando um tempo na casa de outra comunidade com suas exigências.Eles tem a fineza em aceitar o que lhes são oferecidos não  cabendo –lhes selecionar ou mudar nada. Vivem da gratuidade de serem acolhidos e incluídos na vida da comunidade ou da família que lhes hospeda.
  18. Os missionários leigos josefinos  a exemplo de São José procurarão servir aos interesses de Jesus com humildade e simplicidade, ocupando o lugar que lhes cabem sem invadir o espaço do outro, não sendo arrogantes e nem orgulhosos.
  19. Desde quando o Espírito Santo inspirou às comunidades o desejo de enviar missionários para anunciar o Evangelho em outros lugares, estes partiam para onde a graça de Deus tinha-lhes impulsionados; ao chegarem porém de seus trabalhos, reuniam a comunidade onde foram enviados e contavam tudo o que Deus havia realizado com eles. Da mesma forma, os missionários leigos josefinos ao chegarem de seus trabalhos os missionários relatarão ao pároco e à comunidade paroquial os frutos de seus trabalhos.
  20. A exemplo das comunidades cristãs primitivas que nunca se esqueceram de seus missionários e quando voltavam escutavam com interesse os seus relatos, a comunidade paroquial de onde provém os missionários leigos josefinos, procurarão manter acesa a chama de interesse pelos trabalhos missionários, tendo-os no coração, rezando por eles e apoiando-os inclusive financeiramente.
  21. O missionário leigo josefino estará comprometido de rezar semanalmente, nas quartas-feiras as dores e alegrias de São José como ponto de unidade entre os membros e como forma de procurar seguir uma caminhada espiritual como procurou viver São José.
  22. Os missionários leigos josefinos   serão os promotores missionários dentro de suas comunidades, por isso incentivarão ou mesmo criarão em suas comunidades a Infância Missionária, procurando assim colaborar para que todas as pastorais e movimentos possam desta forma melhor trabalhar para o crescimento e enriquecimento dos leigos. Tenham em grande apreço e procurem divulgar as iniciativas de suas paróquias ou dioceses, de uma maneira particular as missões populares.

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