Apostolado Paroquial

Congregação dos Oblatos de São José Província Nossa Senhora do Rocio Apostolado Paroquial

 

1) A ALMA DO APOSTOLADO PAROQUIAL JOSEFINO MARELLIANO

São José Marello pensou, ao fundar a Congregação (Asti, Itália 14\03\1878), antes de tudo numa verdadeira família religiosa, cuja obra principal fosse a santificação dos seus membros vivendo numa espiritualidade peculiar: “REPRODUZIR  NA SUA VIDA E NO APOSTOLADO O MISTÉRIO CRISTÃO COMO O VIVEU SÃO JOSÉ: NA UNIÃO COM DEUS, NA HUMILDADE, NO ESCONDIMENTO, NA LABORIOSIDADE, NA DEDICAÇÃO AOS INTERESSES DE JESUS” (C. 3). Somente acolhendo este projeto inicial é que podemos entender o estilo de nosso serviço ministerial apostólico  para com o Povo de Deus, em ordem ao Reino que o Fundador sonhou. (Cfr. também L. 83; 108; Primeiras Constituições e as atuais nos nº:2,6,7,10,59). O carisma que o Espirito Santo colocou em seu coração unia a vida espiritual e o apostolado numa única ‘máxima’ mística: Cartuxos e Apóstolos.

A Congregação - inicialmente constituída por irmãos leigos e voltada para a catequese, os jovens, o serviço aos órfãos e idosos, com a aceitação dos primeiros sacerdotes (o primeiro foi  Padre João Batista Cortona), ampliou o leque de sua obras pastorais. O Fundador quis que seus sacerdotes estivessem sempre em ajuda ao clero diocesano  no cuidado de paróquias vacantes, nas pregações, confissões, direção espiritual etc. Esta  grande característica fundacional que remonta ao Fundador permanece como princípio apostólico de tudo. Os Oblatos a tiveram sempre presente mesmo quando as necessidades pastorais obrigaram a assumir paróquias próprias. Isto se deu em 1915 com a abertura das missões nas Ilhas Filipinas e em 1919 com a abertura das missões no Brasil. O artigo 68 das nossas Constituições é claro: “O convite dos Bispos para assumir a direção das paróquias próprias foi interpretado como um chamado da Divina Providência, à qual o fundador queria que os Oblatos  fossem docilmente submissos. Em sintonia com essa obediente colaboração com os Ordinários locais a Congregação continua administrando paróquias pronta a tornar-se presente onde maiores são as necessidades, de modo que possa conservar sempre o carisma da disponibilidade”.

2) AS BALIZAS DO APOSTOLADO

Vejamos a alma de todo o apostolado paroquial Oblato.

 

2.1) A JOSEFINIDADE.

Uma paróquia Oblata deverá se esmerar por um verdadeiro estilo Josefino – Marelliano voltado para os interesses de Jesus: na Liturgia, na Palavra, no cuidado com a formação da juventude em geral e da catequese em particular, na ajuda ao clero diocesano, no cuidado dos mais pobres e necessitados, na valorização dos leigos (as), na difusão da verdadeira e profunda devoção a São José, num  “frutuoso trabalho vocacional” (C. 70 e isto tudo dando a continuidade “ao trabalho desenvolvido por seus predecessores... (RG 35). O Oblato escolhido para este ministério deve sempre lembrar e  o povo da comunidade deve saber que ele não exerce sua missão em seu nome próprio, mas, em nome da Congregação e da Província do Brasil para com a qual deve manter  a virtude da justiça (RG 36).

 

2.2) A VIDA COMUNITÁRIA.

A vida comunitária para os Oblatos de São José deverá ser sempre garantida e de forma nenhuma o trabalho paroquial poderá ser empecilho para “uma verdadeira vida comunitária” (C. 70): oração em comum partilha, lazer, cuidado com os irmãos, sintonia de esforços, diálogo e caridade, planejamento comum, revisão de vida. Só na medida em que  somos ‘cartuxos em casa’ seremos também ‘apóstolos fora de casa’.

 

2.3) SINTONIA COM A CAMINHADA DA IGREJA NO BRASIL.

“A administração de paróquias permite uma inserção direta e viva na atividade evangelizadora da Igreja” (RG 33) seja no âmbito da Diocese bem como em âmbito Nacional. A obediência e o respeito para com os Bispos faz parte  do carisma fundacional do Marello e portanto a paróquia Josefina segue as diretrizes  pastorais diocesanas, da CNBB bem como de todas as orientações do CELAM de  Igreja universal. (Cfr. C. 68)

 

2.4) AS NECESSIDADES DAS IGREJAS.

Ao assumir ou ao deixar o ministério numa paróquia  os Oblatos terão   sempre em conta as reais necessidades pastorais das Igreja  local, regional e nacional, a escassez do clero diocesano, a situação social e as carências do povo. Este olhar marelliano poderá redundar em bênção para a Província  que só a Deus é dado de saber.

 

2.5) O TESTEMUNHO DE VIDA.

O ministério pastoral paroquial de um Oblato deverá ser realizado para a Glória de Deus, pelo seu Reino, reproduzindo “na vida e no apostolado o mistério cristão como o viveu São José na união com Deus, na humildade, no escondimento, na laboriosidade e nos interesses de Jesus” (C 3) portanto, afastando todo tipo de vangloria, orgulho, acomodação e de interesses pessoais, bem como tendo o cuidado que sua vida pessoal possa ter sempre um comportamento digno de tão bela missão. Para tanto, o Oblato no seu ministério paroquial deve esmerar-se em partir o Pão da Eucaristia o Pão da Palavra e o Pão aos Pobres. Assim estará vivendo no estilo de São José e no carisma do Marello.

 

Pe. Mario Guinzoni
13/11/2015

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