- 9.
- Em Acqüi iniciará a sua missão de pastor deste grande rebanho, encontrando inúmeras dificuldades, pois a diocese se encontrava já há um bom tempo sem bispo, os padres eram rebeldes... Mas, Dom Marello com muita bondade e diplomacia aos poucos foi colocando tudo nos devidos lugares. Outros problemas era o vigário Geral Pe. Pagella, que esperava a sua nomeação para bispo daquela diocese, portanto, não aceitou de bom grado a vinda do Marello, mas também a este o Marello conseguiu dobrar com sua doçura, fazendo-o um dos mais e melhores amigos. Em 1890, o Marello inicia a visita a pastoral à diocese, tarefa esta que conseguirá até o final de sua vida visitando as 120 paróquias levando a todos o sorriso, carinho, palavra de Deus e esperança. É indispensável dizer que conquistou a simpatia de todos.
- 10.
- Seus anos de episcopado foram intensamente vividos para o bem de seu povo, numa vida exemplar, pobre e modesta a exemplo de seu modelo São José. A direção da diocese foi sem imposições, na base do diálogo, da afabilidade para com todos, conquistando os corações até os mais empedernidos. Testemunhas relatam que nunca se ouviu sair de sua boca qualquer palavra de murmuração contra qualquer pessoa que fosse. "Ele tinha uma extrema cortesia e carinho, nunca gritava e evitava todas as contrariedades. Nunca os sacerdotes que o procuravam para conversar saiam descontentes?.
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- Dedicados que sempre fora aos outros e às coisas de Deus, nunca sabia dizer um não para poder servir ao outro ou à Igreja. Por isso, atendendo convite dos padres Escolópios de Savona, para participar dos festejos do 3º Centenário de São Felipe Neri, mesmo com a saúde muito abalada (inclusive por contrariedades de lutas contra a sua Congregação) foi à Savona atendendo gentilmente o convite. Ali, depois de cumprir suas obrigações, sente-se mal e muito debilitado, morre aos 30/05/1895. Suas últimas palavras foram: "Olhem pela minha Congregação." A Causa da Morte foi dada como Hemorragia Celebral.
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- Hoje seus restos mortais repousam na casa Mãe da Congregação em Asti, meta de contínua peregrinação para todos os seus filhos Oblatos que várias partes do mundo chegam até ali para rezarem diante de seu pai espiritual.
A semente que o Marello plantou, germinou, cresceu e tornou-se uma grande árvore, lançando suas raízes em várias partes do mundo. Ele permanece como exemplo de santidade, como homem extraordinário. Seu ensinamento e sua obra perpetuam através de sua Congregação.
- Processo de Canonização
- 13-nov-1924 - Início do processo informativo diocesano em Asti.
- 22-dez-1924 - Início do processo informativo diocesano em Ácqüi.
- 21-mar-1941 - Início do processo supletivo em Ácqüi.
- 25-mai-1948 - Decreto de introdução da Causa de Beatificação diante da Sagrada Congregação dos Ritos.
- 16-out-1948 - Processo Apostólico em Ácqüi.
- 29-mai-1949 - Reconhecimento da salma.
- 1957 - Apresentação do Summarium Super Virtutibus.
- 13-jul-1968 - Observações do Promotor da Fé.
- 12-jun-1978 - Decreto sobre a heroicidade das Virtudes - O Papa Paulo VI declara José Marello "Venerável".
- Abri-1993 - A Congregação para a Causa dos Santos reconhece a autenticidade de um milagre acontecido em 1944 pela intercessão de José Marello (a cura do seminarista Aldo Falconetti, em Armeno, Itália), o que autoriza sua beatificação.
- 26-set-1993 - O Papa João Paulo II o declara "Bem-aventurado" em uma esplendorosa celebração em Asti.
- 2001 - A Congregação para a Causa dos Santos reconhece a autenticidade de um milagre acontecido em 1998 pela intercessão do Bem-aventurado José Marello (a cura dos irmãos Alfredo e Isila, no Peru), o que abre caminho para sua canonização.
- 25-nov-2001 - O Papa João Paulo II canoniza José Marello em cerimônia realizada na Basílica de São Pedro.