Nossa História

90 Anos - de história da província Nossa Senhora do Rocio

A Província Nossa Senhora do Rocio completará no dia 07 de Outubro de 2009 os seus 90 anos de presença em terras brasileiras. Foi justamente no dia de Nossa Senhora do Rosário que quatro sacerdotes e um irmão religioso da congregação dos Oblatos de São José, pisaram as terras do Brasil. Passadas nove décadas, o espírito josefino permeado da espiritualidade de São José e da docilidade às inspirações de São José Marello, fundador desta Congregação religiosa composta de religiosos sacerdotes e irmãos, continuam estimulando e motivando esta família religiosa com mais de 500 membros e presente em 10 países, a realizar a sua missão que é de fazer conhecer, fazer amar, fazer cumprir a doutrina de Jesus Cristo.

Fase de Sedimentação

Com o fim da II Guerra Mundial começou um novo período para a missão brasileira. Em Janeiro de 1947 chegava o primeiro grupo dos Oblatos desta segunda etapa constituído de cinco jovens sacerdotes. Com a presença deles os campos missionários Oblatos foram fortificados e preenchidos pelo vazio deixado pelas sucessivas mortes na primeira etapa.

O dinamismo destes jovens Oblatos levou logo a procurar um lugar para construir um seminário e isto foi possível abrindo uma casa em Ourinhos SP, uma cidade acolhedora e promissora que tinha aproximadamente 25 mil habitantes. Um ano após, ou seja, em 1948, iniciava-se a construção do seminário Nossa Senhora de Guadalupe de Ourinhos. Com isso, a missão que nascera no litoral paranaense desloca-se agora para o interior do Estado de São Paulo, e também do Paraná. Sobretudo no denominado ?Norte Pioneiro do Paraná?, a missão assumia sua primeira Paróquia em Marilândia do Sul, uma localidade com 50 mil habitantes, incluindo 10 capelas. Em seguida foi assumida a Paróquia em Salto Grande, SP. Pouco tempo depois se assumiu Apucarana, uma localidade com 40 mil habitantes, a qual se tornaria o eixo polarizador de todas as atividades da missão no Norte do Paraná. Com Apucarana abriu-se um leque de atividades naquela região denominada de Vale do Ivaí nas cidades de Pirapó, Cambira, Jussara, Aricanduva, Rio Bom, Kaloré, Itacolomi, Califórnia, Jandaia do Sul, Bom Sucesso, São Pedro do Ivaí, Borrazópolis, Catugi...

O trabalho dos Oblatos foi desenvolvido também em Curitiba com a construção de um colégio e de um seminário, assim como em São Paulo com paróquias na capital e em São Miguel Paulista. Grande parte do trabalho missionário nesta região foi mérito dos Oblatos, que mereceram o elogio do Bispo D. Geraldo de Proença Sigaud com esta afirmação: "Nunca encontrei sacerdotes tão dispostos para trabalhar como os Josefinos".

A segunda etapa do trabalho dos Oblatos no Brasil terminou em 1965 com 34 religiosos, sendo 23 sacerdotes dentre os quais 04 brasileiros e 10 clérigos. Estes 19 anos de sedimentação da missão foram abençoados por 28 padres enviados pela Itália e pelo desbravamento pioneiro no Norte do Paraná, com a construção de dezenas de capelas e igrejas, com um trabalho apostólico incansável, com 04 padres brasileiros, 27 noviços e centenas de seminaristas.

Houve uma expansão para o interior do Paraná e São Paulo o que fez os Oblatos terminarem este período com 13 casas, número superior a três vezes da primeira fase. A Congregação também ofereceu neste período duas personalidades para a Igreja: D. Armando Círio, bispo destinado para a nova diocese de Toledo, PR, depois arcebispo de Cascavel, PR, e Pe. Pedro Magnone, que após duas gestões como superior no Brasil foi eleito ecônomo geral em 1952 e depois sucessivamente nos ano de 1958 e 1964 Superior Geral da Congregação.

Este saldo positivo foi sem dúvida devido ao trabalho incansável dos Oblatos devido a garra com que encararam a missão, abençoados por São José do qual eles nunca se esqueceram. Este esforço notavelmente reconhecido foi esculpido nas palavras sábias do bispo de Jacarezinho, grande amigo e profundo conhecedor do trabalho dos Josefinos que disse: "Dê-me dezessete sacerdotes Josefinos e eu os coloco agora mesmo todos eles, cada um em uma paróquia". Demonstração de confiança, apreço e amor pelos nossos padres. A eles nós geração nova agradecemos e procuraremos trilhar suas pegadas.