Com José e com Maria, sejamos semeadores da Paz. (Semente Josefina. Maio/2019)

1 Acolhida

2 Oração Inicial

3 Tema do Mês

Com José e com Maria, sejamos semeadores da Paz.

O crescimento de Jesus “em sabedoria, em estatura e em graça” (Lc 2,52), deu-se no âmbito da Sagrada Família, sob o olhar de São José, que tinha a alta função de o “criar”; ou seja, de alimentar, vestir e instruir Jesus na Lei e num ofício, em conformidade com os deveres estabelecidos para o pai”. (Papa São João Paulo II – Redemptoris Custos 16)

Nesta Semente Josefina continuamos refletindo sobre as Bem-aventuranças com o Papa Francisco, e veremos que na Exortação Apostólica Alegrai-vos e Exultai, nos itens de 87 a 89, o Papa nos exorta a “semear a paz ao nosso redor”. Vejamos:

«Felizes os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus»

87. Esta bem-aventurança faz-nos pensar nas numerosas situações de guerra que perduram. Da nossa parte, é muito comum sermos causa de conflitos ou, pelo menos, de incompreensões. Por exemplo, quando ouço qualquer coisa sobre alguém e vou ter com outro e lho digo; e até faço uma segunda versão um pouco mais ampla e espalho-a. E, se o dano que consigo fazer é maior, até parece que me causa maior satisfação. O mundo das murmurações, feito por pessoas que se dedicam a criticar e destruir, não constrói a paz. Pelo contrário, tais pessoas são inimigas da paz e, de modo nenhum, bem-aventuradas.

88. Os pacíficos são fonte de paz, constroem paz e amizade social. Àqueles que cuidam de semear a paz por todo o lado, Jesus faz-lhes uma promessa maravilhosa: «serão chamados filhos de Deus» (Mt 5, 9). Aos discípulos, pedia-lhes que, ao chegar a uma casa, dissessem: «a paz esteja nesta casa!» (Lc 10, 5). A Palavra de Deus exorta cada crente a procurar, juntamente «com todos», a paz (cf. 2 Tim 2, 22), pois «é com a paz que uma colheita de justiça é semeada pelos obreiros da paz» (Tg 3, 18). E na nossa comunidade, se alguma vez tivermos dúvidas acerca do que se deve fazer, «procuremos aquilo que leva à paz» (Rm 14, 19), porque a unidade é superior ao conflito.

89. Não é fácil construir esta paz evangélica que não exclui ninguém; antes, integra mesmo aqueles que são um pouco estranhos, as pessoas difíceis e complicadas, os que reclamam atenção, aqueles que são diferentes, aqueles que são muito fustigados pela vida, aqueles que cultivam outros interesses. É difícil, requerendo uma grande abertura da mente e do coração, uma vez que não se trata de «um consenso de escritório ou uma paz efêmera para uma minoria feliz» nem de «um projeto de poucos para poucos». Também não pretende ignorar ou dissimular os conflitos, mas «aceitar suportar o conflito, resolvê-lo e transformá-lo no elo de ligação de um novo processo». Trata-se de ser artesãos da paz, porque construir a paz é uma arte que requer serenidade, criatividade, sensibilidade e destreza.

Semear a paz ao nosso redor: isto é santidade.

O Papa Francisco nos ensina que àqueles que cuidam de semear a paz por todo o lado, Jesus faz-lhes uma promessa maravilhosa: «serão chamados filhos de Deus». E o Papa usa um termo esclarecedor: precisamos ser construtores da “paz evangélica”, aquela fundamentada na justiça e na comunhão com o Senhor Jesus e seus ensinamentos.

Quando o Papa Francisco nos ensina que construir a paz “requer serenidade, criatividade, sensibilidade e destreza”, nos lembramos que também Jesus passou por este processo formativo. Jesus pode dizer um dia, “Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como o mundo a dá. Não se perturbe o vosso coração, nem se atemorize” (Jo 11,24), mas para isso teve de percorrer uma longa jornada. Foram nada menos que trinta anos para que Jesus começasse sua vida pública e iniciasse a proclamação com palavras da Boa Nova que já estava proclamando com a sua vida entre nós, iniciada na Encarnação, após o sim de Maria, e inserida na história de um Povo, após o sim de José. Uma parte fundamental da Boa Nova nos ensina que todos somos Filhos de Deus, e, portanto, Irmãos, e podemos viver a Paz que supera todo humano entendimento.

Para que possamos nos tornar construtores da paz precisamos passar por processo semelhante ao de Jesus. Mas, como foi o seu processo formativo? Esta pergunta simples não tem uma resposta assim tão simples: como vislumbrar e compreender os fundamentos do relacionamento que Jesus teve com sua família, seu Povo, seu Deus, e tudo o mais que o levou a descobrir-se com o Filho Unigênito, e a nos amar tanto a ponto de dar a sua vida para que nos tornássemos plenamente participantes da comunhão com Ele, e nEle com os Irmãos? O Papa São João Paulo II nos ensina que coube a José, certamente com o apoio de Maria, a tarefa de educar o Menino Jesus, o Adolescente Jesus, e o Jovem Jesus.

O crescimento de Jesus “em sabedoria, em estatura e em graça” (Lc 2,52), deu-se no âmbito da Sagrada Família, sob o olhar de São José, que tinha a alta função de o “criar”; ou seja, de alimentar, vestir e instruir Jesus na Lei e num ofício, em conformidade com os deveres estabelecidos para o pai. No Sacrifício eucarístico a Igreja venera “a memória da gloriosa sempre Virgem Maria … e também a de São José”, porque foi quem “sustentou Aquele que os fiéis deviam comer como Pão de vida eterna”. Por sua parte, Jesus “era-lhes submisso” (Lc 2,51), correspondendo com o respeito às atenções dos seus “pais”. Dessa forma quis santificar os deveres da família e do trabalho, que ele próprio executava ao lado de José. (Redemptoris Custos, 16).

Precisamos ser construtores da Paz Evangélica, mas não estamos sozinhos:

Que São José se torne para todos um mestre singular no serviço da missão salvífica de Cristo, que, na Igreja, compete a cada um e a todos: aos esposos e aos pais, àqueles que vivem do trabalho das próprias mãos e de todo e qualquer outro trabalho, às pessoas chamadas para a vida contemplativa e às que são chamadas ao apostolado. O homem justo, que trazia em si o patrimônio da Antiga Aliança, foi também introduzido no “princípio” da nova e eterna Aliança em Jesus Cristo. Que ele nos indique os caminhos desta Aliança salvífica no limiar do próximo Milênio, durante o qual deve perdurar e desenvolver-se ulteriormente a “plenitude dos tempos” própria do mistério inefável da Encarnação do Verbo. (Redemptoris Custos, 16).

Felizes aqueles que, sob olhar de São José e seguindo seu exemplo, aprendem a exercer, com justiça e dignidade, suas atividades profissionais; seus direitos e deveres de cidadão; seus compromissos com a família e a vida; e, enfim, em todas as atividades inerentes à sua missão. Assim fazendo, estarão semeando a paz em sua família e na sociedade e serão chamados filhos de Deus.

Com José e com Maria, nos empenhemos em semear a paz ao nosso redor: isto é santidade.

4 Reflexão e Partilha

Partilhar sobre as palavras do Papa Francisco: “Os pacíficos são fonte de paz, constroem paz e amizade social. Àqueles que cuidam de semear a paz por todo o lado, Jesus faz-lhes uma promessa maravilhosa: «serão chamados filhos de Deus». Aos discípulos, pedia-lhes que, ao chegar a uma casa, dissessem: «a paz esteja nesta casa!». A Palavra de Deus exorta cada crente a procurar, juntamente «com todos», a paz, pois «é com a paz que uma colheita de justiça é semeada pelos obreiros da paz». E na nossa comunidade, se alguma vez tivermos dúvidas acerca do que se deve fazer, «procuremos aquilo que leva à paz», porque a unidade é superior ao conflito”.

5 Compromisso do Mês

Praticar a “paz evangélica, exercitando-se em agir, em todos os momentos, nas ocupações humildes e ordinárias, animados pelo espírito de oração e de união com Deus.

6 Oração Final

Para acessar a versão impressa desta Semente Josefina clique no link abaixo: