Acolher Jesus no Natal, como José e Maria. (Semente Josefina. Dezembro/2019)

1 Acolhida

2 Oração Inicial

3 Tema do Mês

Acolher Jesus no Natal, como José e Maria.

Ó felicíssimo Patriarca, glorioso São José, que fostes escolhidos para o cargo de Pai adotivo do verbo humanado, a dor que sentistes ao ver nascer em tanta pobreza o Deus Menino se vos trocou em celestial júbilo ao escutardes a angélica harmonia e aos verdes a glória daquela brilhantíssima noite. (2ª Dor e Alegria de São José).

Esta oração, parte das Dores e Alegrias de São José, resume de modo claro a mudança de ocorrida no coração de São José por ocasião do nascimento do Menino Jesus: a dor causada pelas condições precárias em que nasceu o Salvador converte-se em grande alegria pela sucessão de fatos que ocorrem logo em seguida:

(1) a alegria de ver que tudo correu bem e Jesus nasceu num ambiente seguro e acolhedor, cercado pelo amor de seus pais[i];

(2) a alegria de ouvir dos pastores o testemunho[ii] sobre a alegre festa ocorrida no Céu e manifestada pelos Anjos durante o anúncio do nascimento do Salvador;

(3) a alegria de ouvir dos magos do oriente[iii] o relato da revelação que haviam recebido e presenciar o reconhecimento do Menino como digno de adoração.

Acolher Jesus no Natal, como José e Maria o fizeram é praticamente impossível. Eles foram as pessoas que melhor prepararam o caminho do Senhor, uma feliz expressão de São José Marello que resume todo um processo de vocação, discernimento, aceitação da vontade de Deus e as atividades todas que precederam o “momento decisivo”[iv] da vinda de Jesus ao mundo. Ouçamos São José Marello:

Maria e José foram as almas que melhor prepararam o caminho do Senhor. Portanto nós devemos imitar estes dois exemplares, se queremos preparar devidamente a vinda do Menino Jesus. Por isso, primeiro devemos considerar atentamente a sua conduta e depois praticar fielmente aquelas virtudes que eles exerceram, especialmente a humildade, a paciência e a conformidade com a vontade de Deus. (São José Marello[v])

No Natal, o “momento decisivo”[vi] da vinda de Jesus ao mundo, José providencia o necessário para que o Filho de Deus nascesse num ambiente acolhedor.

O evangelista Lucas narra que César Augusto ordenou um recenseamento para todo o seu império. Ele queria conhecer todo o seu potencial em termos de população e riquezas. José e Maria, pertencendo à casa de Davi, deviam apresentar-se em Belém. Maria aproximava-se do fim da sua gestação. A viagem, difícil e cansativa, era uma caminhada de quase 140 Km: Belém ficava nos arredores de Jerusalém. Não encontrando lugar na hospedaria, José, homem prático, buscou fora da cidade uma gruta, que servia para abrigar animais, um lugar rústico e silencioso, quase com certeza uma estrebaria. Foi ali que Maria deu à luz o Filho de Deus. A pobreza do local do nascimento é contrastante com o ambiente acolhedor criado por José e Maria. O Menino Deus nasce pobre, mas é recebido pelo Santo Casal com tanto amor e carinho que o calor do amor de seus pais compensa, em muito, a singeleza do local. (Semente de Espiritualidade Josefina. Março de 2016).

No Natal, o “momento decisivo”[vii] da vinda de Jesus ao mundo, a alegria de José e Maria cresce ainda mais quando recebem e visita dos pastores e ouvem deles o relato da manifestação jubilosa dos Anjos que lhes anunciam a “boa nova” (Lc 2,10) do nascimento o Salvador. Ouçamos São José Marello[viii]:

Ao redor do Santo Menino, entrelaçam-se visões belas e melancólicas: em primeiro lugar, vemos Jesus nascido naquela gruta escura e pobre ao lado de José e Maria; tudo ao redor é vergonha, pobreza, tristeza e nosso coração estremece com essa visão. Mas logo se manifesta a luz divina que vem iluminar com grande esplendor aquele reboco sombrio, enquanto várias legiões de anjos vêm para dar glória e louvor à Palavra feita carne, cantando alegremente o “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade”. Paz, paz, que doce palavra! Tenham a paz do Senhor, todos os que te servem fielmente, tenham este belo tesouro da vida eterna. (São José Marello).

José foi testemunha privilegiada da vinda do Filho de Deus ao mundo. Mas, como nos ensina o Padre Tarcísio Stramare[ix], osj, José não somente viu e ouviu Jesus, mas o carregou, guiou-o nos primeiros passos, abraçou-o, beijou-o, alimentou-o e cuidou dele. Ouçamos:

Na Exortação Apostólica Redemptoris Custos do papa João Paulo II, lemos: “Como depositário do mistério ‘escondido, desde todos os séculos, na mente de Deus’ e que começa a realizar-se diante de seus olhos na ‘plenitude dos tempos’, José encontra-se juntamente com Maria na noite de Belém, qual testemunha privilegiada da vinda do Filho de Deus ao mundo”. José foi testemunha ocular desse nascimento, que se verificou em condições humanamente humilhantes, primeiro anúncio daquele “despojamento” (cf. FI 2,5-8), no qual Cristo consentiu livremente, para a remissão dos pecados (RC 10).

Trinta anos mais tarde, Jesus vai dizer a seus discípulos: “Quanto a vós, felizes vossos olhos, porque veem, e vossos ouvidos, porque ouvem. Em verdade, eu vos digo: muitos profetas e muitos justos desejaram ver o que vedes, e não viram, ouvir o que ouvis, e não ouviram” (Mt 13,16-17). Entre os felizes destinatários dessa bem-aventurança, José foi aquele que, juntamente com Maria, dela desfrutou de maneira única, como proclama São Bernardo: “O Senhor encontrou José segundo seu coração e confiou-lhe, com total segurança, o mais misterioso e sagrado segredo de seu coração. A ele revelou os arcanos e os segredos de sua sabedoria, concedendo-lhe conhecer o mistério desconhecido por todos os príncipes deste mundo. Aquilo que numerosos reis e profetas desejaram ver e não viram; foi concedido a ele, José, que não somente o viu e ouviu, mas o carregou, guiou-o nos primeiros passos, abraçou-o, beijou-o, alimentou-o e cuidou dele” (Sermão Super Missus est).

É preciso colher Jesus no Natal, como José e Maria e, com alegria acolher a mensagem que veio do Céu: “O anjo disse-lhes: “Não temais, eis que vos anuncio uma boa nova que será alegria para todo o povo: hoje vos nasceu na Cidade de Davi um Salvador, que é o Cristo Senhor”. (Lc 2, 10-11)

4 Reflexão e Partilha

 Partilhar sobre as palavras de São José Marello: “Maria e José foram as almas que melhor prepararam o caminho do Senhor. Portanto nós devemos imitar estes dois exemplares, se queremos preparar devidamente a vinda do Menino Jesus. Por isso, primeiro devemos considerar atentamente a sua conduta e depois praticar fielmente aquelas virtudes que eles exerceram, especialmente a humildade, a paciência e a conformidade com a vontade de Deus

5 Compromisso do Mês

 Preparar-se para o Natal cultivando as virtudes da humildade, paciência e conformidade com a vontade de Deus

6 Oração Final

[i] Lucas 2, 1-7.

[ii] Lucas 2, 8-20.

[iii] Mateus 2, 1-12.

[iv] A vinda de Jesus ao mundo é o momento decisivo, chamado pelo apóstolo Paulo de a plenitude do tempo, quando “Deus enviou seu Filho, nascido de uma mulher” para “resgatar aqueles que estavam sob o domínio da Lei”, para que “recebessem a adoção de filhos” (cf. Gl 4,4-5). “Desse mistério divino, José é, juntamente com Maria, o primeiro depositário” (RC 5). (Tarcísio Stramare, osj. Com São José na estada de Jesus. Editora Santuário. 17º. Dia)

[v] Ensinamentos Espirituais do Venerável José Marello. Edição organizada por P. Antonio Santarsiero.

[vi] A vinda de Jesus ao mundo é o momento decisivo, chamado pelo apóstolo Paulo de a plenitude do tempo, quando “Deus enviou seu Filho, nascido de uma mulher” para “resgatar aqueles que estavam sob o domínio da Lei”, para que “recebessem a adoção de filhos” (cf. GI 4,4-5). “Desse mistério divino, José é, juntamente com Maria, o primeiro depositário” (RC 5). (Tarcísio Stramare, osj. Com São José na estada de Jesus. Editora Santuário. 17º. Dia)

[vii] A vinda de Jesus ao mundo é o momento decisivo, chamado pelo apóstolo Paulo de a plenitude do tempo, quando “Deus enviou seu Filho, nascido de uma mulher” para “resgatar aqueles que estavam sob o domínio da Lei”, para que “recebessem a adoção de filhos” (cf. GI 4,4-5). “Desse mistério divino, José é, juntamente com Maria, o primeiro depositário” (RC 5). (Tarcísio Stramare, osj. Com São José na estada de Jesus. Editora Santuário. 17º. Dia)

[viii] Ensinamentos Espirituais do Venerável José Marello. Edição organizada por P. Antonio Santarsiero.

[ix] Tarcísio Stramare, osj. Com São José na estada de Jesus. Editora Santuário. 17º. Dia.