Profissão: quais os desafios que o jovem enfrenta para descobrir

O período da adolescência é naturalmente conturbado por se tratar de uma fase de mudanças que abrangem o corpo e a mente. Como se não bastasse, é nessa fase que os estudantes precisam tomar uma decisão que terá impacto em toda sua vida: a escolha da profissão. 

Se deparar com uma vasta opção de profissões, em diferentes áreas de atuação, pode assustar qualquer um que esteja neste momento crucial. No entanto, é possível encontrar meios de passar por esse processo de uma maneira mais serena e consciente.

Os desafios da escolha da profissão

Talvez o que mais amedronta alguns estudantes seja o risco  de fazer uma escolha errada. Como saber se, de fato, eu quero passar boa parte da vida realizando tal trabalho? Para outros, o medo de decepcionar os pais causa ainda mais pressão neste momento. 

Há ainda os que se vêem atraídos por mais de uma profissão, ou até por diferentes áreas de atuação, e ainda há quem paute essa escolha baseado em salários atrativos. Como resolver, essas questões?

Durante esse processo, pode ser necessário buscar ajuda para facilitar a decisão do estudante. No entanto, há famílias que preferem não opinar muito sobre a escolha da profissão dos filhos por medo de interferir de forma equivocada nesta importante decisão, ou até de manipular uma escolha. Contudo, os pais podem e devem, sim, ajudá-los por meio de conversas despretensiosas que conduzam o jovem à uma reflexão sobre diferentes áreas de atuação no mercado de trabalho. Geralmente, o estudante tem uma visão um pouco distorcida, ou até mesmo deslumbrada, de certas profissões. Neste sentido, conversar com os pais pode ajudar a conhecer melhor a realidade.

Além disso, a ajuda pode vir de fora, com o auxílio de um psicólogo, dos professores, de um coach vocacional, ou simplesmente de um teste vocacional que ajuda o aluno a mapear suas aptidões e a descobrir quais áreas lhe são mais interessantes.  Na internet é possível encontrar testes vocacionais online e gratuitos. Veja aqui um exemplo.

Não é apenas uma profissão, é vocação

O segredo para uma decisão assertiva é o autoconhecimento. Como é possível escolher uma carreira sem saber do que realmente se gosta?

Para escolher uma profissão é importante conhecer suas próprias características, sua personalidade, habilidades, aptidões e valores. Escolher uma profissão não se trata de escolher um trabalho no qual se cumprem tarefas, ou que por meio dele se obtém dinheiro.

Escolher uma profissão está diretamente relacionado com o eu interior – o que sou? o que gostaria de fazer pelos outros? – afinal, a ação do nosso trabalho é destinada a outras pessoas. Um médico não atende a si mesmo, mas a seus pacientes, assim como um advogado não advoga para si mesmo, mas para outros.

Talvez o primeiro passo para essa decisão seja pensar: O que de melhor eu posso fazer pelo próximo? Como posso melhorar a vida das pessoas a partir do meu trabalho?

Profissão também é um chamado de Deus 

Encontramos na história da Igreja alguns profissionais que se santificaram por meio de sua profissão. Sim, porque o nosso trabalho pode ser também um meio de servir e louvar ao Senhor, quando o vivemos como um chamado de Deus. 

Um deles foi São Giuseppe Moscati, um médico nascido em 1880 na Itália. São Giuseppe viveu a fé e a caridade no seu consultório médico, dando sempre preferência ao atendimento dos menos favorecidos. Foi por isso que ele, numa época em que a sociedade  se afastava da fé cristã, recebeu o título de “Médico e Pai dos pobres”.

Outro testemunho de vocação vivida em prol do Reino de Deus encontramos na vida de São Geraldo, um alfaiate cuja bondade e simplicidade era tida por alguns como sinônimo de incompetência e estupidez. Aos 12 anos ele teve que assumir a alfaiataria do pai, quando este faleceu. No seu local de trabalho, foi maltratado pelo sócio de seu falecido pai, que o insultava, zombava, lhe dava puxões de orelha, tapas e pontapés. Mas, o menino procurou enfrentar suas dificuldades com paciência, oferecendo o seu sofrimento a Deus. Do fruto do seu trabalho, tirava o necessário para o sustento de sua mãe e irmãs e o restante usava em benefício dos pobres. São Geraldo é padroeiro dos alfaiates.

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