
A seção 6 da Carta Apostólica Patris Corde, do Papa Francisco, trata da vida de São José como pai trabalhador. Segundo o Santo Padre, José tornou-se um modelo para mostrar a Jesus “o valor, a dignidade e a alegria do que significa comer o pão que é fruto do próprio trabalho”. O Papa afirma ainda que: “O trabalho é um meio de participar na obra de salvação, uma oportunidade para acelerar a vinda do Reino, para desenvolver os nossos talentos e capacidades e colocá-los ao serviço da sociedade e da comunhão fraterna. Torna-se uma oportunidade de realização não só de si mesmo, mas também daquela célula primária da sociedade que é a família”.
Com efeito, como trabalhador, José viveu uma vida esvaziando-se para dar vida à Sagrada Família. O tekton é pobre, mas não vive uma vida miserável. Com o suor do seu rosto e o trabalho das suas mãos, José provou que o trabalho aliado ao sacrifício altruísta certamente daria glória a Deus. O chefe da família trabalhou com diligência e extrema perseverança para proporcionar algo a Jesus e Maria.
Dessa forma, ele é nosso modelo de trabalho. Às vezes, o trabalho pode ser problemático e penoso, mas recorremos a José para que, em nosso esforço para cumprir nossas tarefas com fidelidade, possamos nos esvaziar e ter a mesma paixão que José teve em sua vida terrena. Também nós somos trabalhadores da luz como filhos e filhas de São José. Somos chamados a evitar viver nas trevas da procrastinação e da preguiça. No nosso serviço à sociedade e na comunhão fraterna, imitemos o esvaziamento de José para que o nosso trabalho dê frutos de amor.
Diácono Ericson Kasilag Alfante, OSJ
