A missão no espírito josefino

No mês de outubro, tradicionalmente, a Igreja se dedica a rezar e meditar sobre as Missões. Nesse sentido, há diversas ações de testemunho do Evangelho no mundo, espalhadas em todos os continentes.

Por outro lado, é curioso pensar que a Padroeira das Missões, Santa Teresinha do Menino Jesus, exerceu o seu ardor missionário sem jamais ter saído do convento, oferecendo todas as suas orações e pequenos sacrifícios pelo bem da Igreja e da humanidade. Isso nos faz pensar na concepção de “missão” que a maioria das pessoas entendem por sair de seu país, cruzar fronteiras para levar a Boa Nova. É claro, isso também é missão! No entanto, existem também fronteiras que necessitam serem ultrapassadas dentro de nossas próprias casas, nossas famílias, como, por exemplo, a fronteira do nosso egoísmo, individualismo, que nos torna distantes um do outro, ainda convivendo no mesmo ambiente. Nesses casos, existe a grande missão de exercitar o perdão, a caridade, a misericórdia. E, muitas vezes, parece até ser mais difícil superar o próprio orgulho do que ir até o outro lado do mundo para ajudar alguém.

Assim, tal como a referência de Teresinha, podemos também tomar o exemplo de São José, que viveu longos anos exercendo a sua missão em Nazaré. Ele quase não aparece no Evangelho, sua vida é silenciosa. Mas podemos deduzir o amor no qual ele cuidou de Maria e Jesus, no quanto fez de sua vida um dom total de si para cumprir a sua missão de ser o Guarda do Redentor, o pai de Jesus e esposo de Maria. Ora, com tudo isso aprendemos que ser missionário é, antes de tudo, viver o Evangelho dentro da nossa própria casa, no esforço diário de viver uma vida agradável aos olhos de Deus; pois, na maior parte do tempo, nossa missão se dá no escondimento, invisível aos olhos dos outros, sem deixar, porém, de ter um valor imenso diante de Deus.

Equipe do Centro de Espiritualidade Josefino-Marelliana