VOCAÇÃO PRESBITERAL, UM OLHAR PARA ALÉM DE SI: ENTREVISTA COM O PE. PAULO SÉRGIO RODRIGUES EM SEU ANIVERSÁRIO DE ORDENAÇÃO

No dia 14 de março de 2009, no Santuário São José, em Apucarana (PR), aconteceu a ordenação presbiteral dos padres, Paulo Sérgio Rodrigues e Valdinei Nascimento Pini, Oblatos de São José. Naquela ocasião, foram consagrados e enviados para o serviço da pregação do Evangelho, a celebração do culto divino e o pastoreio dos fiéis, à imagem de Cristo Bom Pastor. Treze anos depois, o pe. Paulo Sérgio concedeu uma entrevista ao Serviço de Animação Vocacional da Província. Confira!

SAV OSJ: como se deu o seu chamado à vocação presbiteral?

Somos chamados de várias formas: alguns suavemente, outros com energia. Eu me encaixo com a segunda categoria. Estava eu no quartel quando um capelão me disse: “quando vai ser um cristão autêntico?”. Essas palavras foram o estopim e o início do meu questionamento vocacional. Saí das fileiras do exército para as fileiras dos servos que têm como armas a oração, a vida em comum e a força do amor.

SAV OSJ: que momento mais te marcou neste período de ministério?

Uma das experiências que mais me marcaram foram as missões no Mato Grosso, onde pude aprender com a simplicidade e gana da busca da fé. Tive varias experiências, boas e ruins, mas todas fortaleceram minha fé e minha vocação. Não me arrependo de ser padre, e muito menos de ser padre religioso. Vale  a pena dedicar a vida a Deus e ao próximo.

SAV OSJ: faz sentido ser padre em nossos dias? É possível ser feliz enquanto padre?

O termo “felicidade” deve ser compreendido para além da cultura relativista que vivemos. É preciso compreender de onde vem a felicidade: se somos egoístas ou individualistas, a felicidade se prende no eu; mas quando vivemos com o valor da compaixão, compreendemos que olhar para dentro é também um olhar para fora, e então encontramos a felicidade. Viver exige um engajamento, um comprometimento. Assim, ser sacerdote — ou padre — é responder a esse compromisso com a vida. E isso não morre! De geração em geração ele se renova, em cada momento da história humana. Mesmo em nossos tempos surgem gritos, apelos. E sim, a vocação presbiteral é um desses gritos que dá sentido  à existência. O dom da vocação, não é um passe de mágica, mas é um cultivo onde semeamos escolhas, as regamos com valores e colhemos experiências. Essa é a riqueza de ser padre: estamos sempre plantando, pois somos semeadores de vida.

SAV OSJ: que mensagem você deixa aos jovens que se sentem chamados à vocação presbiteral?

Diria à juventude: vale a pena dedicar-se em uma causa que vai além de si mesmo

E você, jovem, já pensou em ser um religioso ou padre? Venha fazer parte da nossa família!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *