São José, Pai de Jesus e de numerosas nações. (Semente de Espiritualidade Josefina. Março/2020)

1 Acolhida

2 Oração Inicial

3 Tema do Mês

 São José, Pai de Jesus e de numerosas nações.

José, filho de Davi, não temas receber contigo Maria, tua esposa, pois o que nela foi gerado é obra do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados(Mt 1,20-21).) 

O Papa São João Paulo II nos ensina que São José fez de sua vida um serviço à Pessoa de Jesus através da paternidade. Vejamos:

São José foi chamado por Deus para servir diretamente a Pessoa e a missão de Jesus, mediante o exercício da sua paternidade: desse modo, precisamente, ele “coopera no grande mistério da Redenção, quando chega a plenitude dos tempos”, e é verdadeiramente “ministro da salvação”. A sua paternidade expressou-se concretamente “em ter feito da sua vida um serviço, um sacrifício, ao mistério da Encarnação e à missão redentora com o mesmo inseparavelmente ligada; em ter usado da autoridade legal, que lhe competia em relação à Sagrada Família, para lhe fazer o dom total de si mesmo, da sua vida e do seu trabalho; e em ter convertido a sua vocação humana para o amor familiar na sobre-humana oblação de si, do seu coração e de todas as capacidades, no amor que empregou ao serviço do Messias germinado na sua casa” [1]. (São João Paulo II)

O Papa Joao Paulo II nos ensina, também, que São José “continua a desempenhar a sua providencial e “paterna” missão na vida da Igreja e de todos os homens”. Vejamos:

“Constitui-te pai de numerosas nações” (Rom. 4, 17), foi proclamado há pouco na primeira Leitura da Missa. As palavras que Deus disse a Abraão já idoso e ainda sem descendência, a Liturgia aplica-as hoje a São José, o qual não teve realmente descendência carnal; e nós que refletimos sobre o seu caso pessoal podemos apreciar plenamente a oportunidade de tal comparação. Depois de ser, de fato, instrumento particular da divina Providência para com Jesus e Maria, sobretudo durante a perseguição de Herodes, São José continua a desempenhar a sua providencial e “paterna” missão na vida da Igreja e de todos os homens. “Pai de numerosas nações”: a devoção com que os cristãos de todas as partes do mundo, encorajados pela Liturgia, se dirigem a São José para lhe confiar as próprias penas e implorar proteção, confirma o fato singular desta paternidade sem confins.[2] (São João Paulo II, Papa)

O Papa João Paulo II nos alerta, também, que muitos pais caíram na tentação de “abdicar à grande missão da paternidade e optam por uma relação “de igual para igual” com os filhos, que acaba por os privar daquele amparo psicológico e daquele apoio moral, de que precisam para superar felizmente a fase precária da infância e da primeira adolescência”. Vejamos:

São José está diante de vós como homem de fé e de oração. A ele a Liturgia aplica a palavra de Deus no Salmo 88: “Ele Me invocará ‘Vós sois o meu Pai, / Vós sois o meu Deus e o meu rochedo protetor'” (v. 27). Oh, sim: quantas vezes durante os longos dias de trabalho José terá elevado o seu pensamento a Deus para O invocar, para Lhe oferecer a sua fadiga, para implorar luz, auxílio, conforto. Quantas vezes!

Pois bem, este homem, o qual com toda a sua vida parecia bradar a Deus: “Vós sois o meu Pai”, obteve esta particularíssima graça: o Filho de Deus na terra tratou-o como pai. José invoca Deus com todo o ardor da sua alma de crente: “meu Pai”, e Jesus, que trabalhava ao seu lado com a ferramenta do carpinteiro, dirigia-se a ele chamando-lhe “pai”.

Mistério profundo: Cristo que, como Deus, fazia diretamente a experiência da paternidade divina no seio da Santíssima Trindade, viveu esta experiência como homem através da pessoa de José, seu pai putativo. E José, por sua vez, na casa de Nazaré ofereceu ao menino que junto dele crescia, o amparo do seu equilíbrio viril, da sua previdência, da sua coragem, dos dotes próprios de todo o bom pai, haurindo-os naquela fonte suprema “do Qual toda a família, nos Céus como na Terra, toma o nome” (Ef. 3, 15).[3] (Papa São João Paulo II)

“O Filho de Deus na terra tratou São José como pai”. Quanto riqueza podemos encontrar neste exemplo de Jesus. Não foi apenas o Menino Jesus que precisou de São José como pai: o Jovem Jesus confirma sua confiança em São José como seu pai e educador como é possível perceber na ocasião de seu retorno ao Lar da Sagrada Família após os dias que permaneceu sozinho no Templo.

O crescimento de Jesus “em sabedoria, em estatura e em graça”(Lc 2,52), deu-se no âmbito da Sagrada Família, sob o olhar de São José, que tinha a alta função de o “criar”; ou seja, de alimentar, vestir e instruir Jesus na Lei e num ofício, em conformidade com os deveres estabelecidos para o pai. No Sacrifício eucarístico a Igreja venera “a memória da gloriosa sempre Virgem Maria … e também a de São José”, porque foi quem “sustentou Aquele que os fiéis deviam comer como Pão de vida eterna”. Por sua parte, Jesus “era-lhes submisso” (Lc 2,51), correspondendo com o respeito às atenções dos seus “pais”. Dessa forma quis santificar os deveres da família e do trabalho, que ele próprio executava ao lado de José.[4] (São João Paulo II)

São José é, portanto, o pai de Jesus e o “pai de numerosas nações”, aquele a quem temos a oportunidade de chamar de pai, como Jesus o fez, e aquele a quem podemos recorrer como um amigo que está sempre presente em nossas vidas. Aproveitemos.

4 Reflexão e Partilha

 Partilhar sobre o ensinamento de São José Marello: “São José é o nosso advogado, o nosso patrocinador, aliás o nosso pai, e nós somos os seus clientes, os seus protegidos, os seus filhos. Devemos por isso colocar nele toda a nossa confiança em todas as causas que tivermos com o Senhor. E sobretudo devemos confiar que Ele patrocine vitoriosamente a nossa causa última e decisiva, que á aquela de uma boa morte e de uma sentença benigna no tribunal de Deus”. (São José Marello) 

5 Compromisso do Mês

 Exercitar-se na prática de confiar em São José como nosso Pai, verdadeiramente Pai.

6 Oração Final

[1] São João Paulo II. Redemptoris Custos. Item 8.

[2] São Joao Paulo II. Homilia da Solenidade de São José. Termoli, 19/03/1983 

[3] São Joao Paulo II. Homilia da Solenidade de São José. Termoli, 19/03/1983 

[4] São João Paulo II. Redemptoris Custos. Item 8

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