Sacerdócio: 7 características que Deus pode estar te chamando

À medida que avançamos na vida espiritual, crescemos na intimidade com Deus. E, naturalmente, surge a dúvida: “qual o chamado que o Senhor tem para mim?”. Na maioria dos casos, não haverá nenhum sinal extraordinário em resposta a isso. Porém, algumas características da sua vida podem apontar a vocação a seguir. E se for o sacerdócio?

Sabemos que todos têm uma vocação universal. Afinal criados pelo amor e para amar, somos convidados à santidade. Com a entrega na Cruz, Jesus já nos redimiu e abriu as portas dos Céus para nós. No entanto, precisamos fazer a nossa parte, buscando as coisas do Alto. 

Para isso, podemos seguir diversos caminhos. Um deles é o sacerdócio. Nos tempos atuais, comentar que alguém pode ser padre pode soar como algo ultrapassado ou totalmente fora da realidade. 

Afinal, muitas vezes apegados aos bens materiais, tendemos a nos esquecer do que verdadeiramente importa: as riquezas do céu. Desse modo, o chamado que o Pai faz a muitos jovens acaba sendo “abafado” ou, até mesmo, perdido em meio a tantos ruídos. 

Porém, ele continua lá. Embora muitas vezes não o ouçamos, Cristo continua chamando homens para essa missão especial, de serem seus ministros. Assim como convidou os apóstolos a deixarem tudo para trás e a segui-Lo, convida individualmente muitos rapazes. 

Contudo, esse chamado, geralmente, não acontece nos letreiros iluminados das grandes cidades, em publicações nas redes sociais ou por meio de algum estranho. É no coração que brota o desejo de servir a Deus no sacerdócio

Então, para ajudá-lo a discernir, preparamos uma lista com 7 pontos que mostram que Deus pode estar te chamando para o sacerdócio.

#1 Desejo de trabalhar pela salvação das almas

Todos os católicos devem desejar a salvação das almas. Entretanto, para um sacerdote, isso é ainda mais forte. Como pastor daquelas pessoas, ele precisa estar disposto a se gastar na evangelização, exercendo o papel que lhe foi confiado por Cristo. 

Como exemplo, podemos tomar o padroeiro das vocações ao sacerdócio, São João Maria Vianney. Ele ficou conhecido como “Cura D’Ars”, porque, devido às suas orações, penitências e aos incansáveis atendimentos no confessionário, foi um meio para a cura do vilarejo de Ars, na França. 

Também podemos olhar para São Paulo, que não mediu esforços e percorreu grandes distâncias para anunciar a Boa Nova.

#2 Amor à Igreja pelo sacerdócio

A Igreja é mãe e mestra de todos. Por isso, aqueles que são vocacionados ao sacerdócio devem amá-la e obedecê-la, buscando conhecer e estudar a tradição e os ensinamentos do Magistério. 

Um padre não pode agir separadamente da Igreja, pois os sacramentos, a liturgia, Nossa Senhora, os Santos, bispos e o Papa estão todos ligados a ela. A Igreja é guardiã dos tesouros da fé católica e é por meio dela que o Senhor nos concede todas as graças.

#3 Despojamento de si 

Ao decidir-se pelo sacerdócio, o homem é chamado a deixar tudo para trás, do mesmo modo que fizeram os apóstolos. “Jesus, porém, disse a Simão: ‘Não tenhas medo! Doravante serás pescador de homens’. Então, reconduzindo os barcos à terra e deixando tudo, eles o seguiram” (Lc 5, 10s).

Por isso, aquele que decide abraçar a graça de viver essa vocação deve ter em mente que esse é um caminho de entrega total a Deus. No processo de ordenação, os presbíteros – religiosos, a exemplo dos Oblatos – expressam essa doação por meio da profissão dos votos evangélicos de pobreza, castidade e obediência.

#4 Amor à Palavra de Deus

O amor à Palavra de Deus pulsa forte no coração dos vocacionados ao sacerdócio, já que esses têm a missão de anunciá-la a todo o mundo. Além disso, para crescer no amor a Cristo, é preciso ler, meditar e estudar as Sagradas Escrituras. 

Guiado pelo Magistério, o sacerdote é um canal para que a voz do Senhor chegue, até mesmo, aos que estão mais afastados. 

#5 Dúvidas sobre outra vocação e o sacerdócio

A liberdade é uma graça concedida por Deus a todos os seres humanos. Assim, somos capazes de nos deparamos com diversas oportunidades, mas também de escolhermos se queremos segui-las ou não. 

Contudo, o chamado amoroso do Pai ecoa em nossa humanidade. Por isso, Santo Agostinho afirma: “Fizeste-nos para Ti e inquieto está nosso coração, enquanto não repousa em Ti”. 

A escolha da vocação deve ser uma decisão que traz paz para a alma, por estar alinhada à vontade divina para sua vida. Portanto, se ao pensar sobre outras vocações seu coração parece estar inquieto, talvez o sacerdócio seja o caminho a seguir. Porém, sempre busque a orientação de um diretor espiritual.

#6 Disposição para servir como um apóstolo

Os vocacionados têm uma tendência a estar dispostos a se gastar como vela que queima no altar. Tendo isso em vista, certa vez o Papa Francisco comentou: “isto não é uma carreira: é um serviço, um serviço como o mesmo que Deus fez ao seu povo”.

Do mesmo modo que Cristo lavou os pés dos apóstolos na Última Ceia, os presbíteros são chamados a se colocarem à serviço da comunidade. 

“[…] Aquele que dentre vós quiser ser grande, seja o vosso servidor, e aquele que quiser ser o primeiro dentre vós, seja o servo de todos. Pois o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mc 10, 43-45). 

#7 Amor à Eucaristia

A Eucaristia é a fonte e o ápice de toda evangelização. Pelas mãos do padre, o sacramento acontece e os fiéis recebem a graça de se tornarem um só em Cristo. Sendo assim, o grande amor pelo Mistério Eucarístico é uma grande característica dos que se sentem vocacionados ao sacerdócio.

A decisão de abraçar qualquer vocação requer discernimento e muita oração. Porém, muitas vezes, Deus nos ajuda com pequenos sinais em nossas vidas. Por isso, o Papa Francisco nos orienta: peçamos a Cristo a coragem necessária para seguir no caminho vocacional. 

Hoje, se pergunte: “tenho prestado atenção ao chamado de Deus?”. Seja corajoso e dê um passo em direção à vontade de Deus. 

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