Decisão por Deus e realização pessoal: o que isso tem a haver

Se separada totalmente de Deus, a busca pela realização pessoal pode dar bons frutos.

Você já viu uma criança buscando a solução para aqueles brinquedos de encaixe? Ela tenta várias vezes, com diferentes peças. Por vezes, até consegue encaixar o círculo no espaço do quadrado, por exemplo. Porém, embora possa teimar, com o tempo vai perceber que aquela não é a melhor resposta. Acontece que, muitas vezes, essa criança somos nós, na nossa relação com Deus, em meio à busca pela realização pessoal.

Para entender essa analogia, precisamos, antes, lembrar de alguns pontos. O primeiro deles é que fomos criados pelo Amor, por amor e para amar. Ou seja, Deus, que é o Sumo Bem e nos ama imensamente, nos criou para que sejamos felizes.

Ao encontrarmos essa felicidade, encontramos a verdadeira realização pessoal. 

Então, existe no coração de todo homem esse chamado, que nos faz aspirar à vivência da alegria. Contudo, com o pecado original, nossa vista ficou “turva” e, assim, passamos a buscar essa realização em diferentes lugares, que não no Senhor. 

Desse modo, agimos como aquela criança com seu brinquedo. Ou seja, temos um espaço em nossa alma cujo encaixe perfeito é Deus. Porém, insistimos em tentar inserir outras peças no lugar e, seguindo esse ritmo, nunca ficamos satisfeitos. 

Para alguns, essa peça pode ser o sucesso profissional ou a compra de uma casa própria. Já outros, tem como a viagem dos sonhos. Para um jovem africano, foram os divertimentos, os prazeres da carne e os estudos.

A busca pela realização pessoal

Nascido e criado em uma família católica, o rapaz recebeu de sua mãe uma fervorosa educação na fé. Na adolescência, demonstrava ser muito perspicaz e inteligente, de tal modo que se destacava no estudo da retórica. 

Quando ficou um pouco mais velho, foi estudar em outra cidade. Lá, acabou se envolvendo com uma mulher, com quem teve um filho. Apesar disso, continuou se dedicando à vida intelectual e, por meio desse conhecimento, decidiu buscar intensamente a verdade. 

Embora esse impulso fosse aparentemente bom, fez com que o jovem entrasse em contato com diferentes filosofias contrárias à fé. Essas, por sua vez, podiam até despertar o interesse, mas não o suficiente para saciar o desejo que ele tinha de encontrar a Verdade. 

Foi só quando conheceu um bom bispo, na Itália, que seus olhos começaram a se abrir para o que sempre esteve à sua frente: Cristo e a Igreja. A partir de então, se debruçou sobre as Sagradas Escrituras e os textos filosóficos relacionados. 

A decisão por Deus

Por anos, o jovem ainda permaneceu inquieto e dividido entre os prazeres aos quais por muito tempo viveu entregue. Tinha dúvidas sobre qual caminho deveria seguir e, por isso, se sentia confuso. Por fim, encontrou a realização pessoal naquilo que sempre esteve diante dos seus olhos: a decisão por Deus.

“Eu era inquieto, alguém que buscava a felicidade, buscava algo que não achava. Mas Tu Te compadeceste de mim e tudo mudou, porque Tu me deixaste conhecer-Te. […] Durante os anos de minha juventude, pus meu coração em coisas exteriores que só faziam me afastar, cada vez mais, d’Aquele a Quem meu coração, sem saber, desejava. Eis que estavas dentro e eu fora!”

Esse trecho, que narra a incessante busca pelo encaixe perfeito, faz parte de uma oração feita por Santo Agostinho, o personagem da história acima. No entanto, essa poderia ser a trahetória de muitos outros jovens, não é mesmo?

Em um mundo cada vez mais materialista, somos incentivados a depositar o motivo das nossas alegrias nas realidades terrenas. Seja no dinheiro, nos prazeres da carne, nos bens materiais ou, até mesmo, em outras pessoas. Porém, essa narrativa, que se desenvolveu há mais de 1.600 anos, nos mostra que só há uma forma de vivermos a felicidade por completo: em Cristo. 

Mas, qual o caminho para chegar até lá?

A vocação 

Além do chamado universal, citado acima, Deus apresenta convites individuais para cada um de nós: as vocações específicas. Com suas particularidades, são caminhos diferentes que nos conduzem ao mesmo lugar, para mais perto do Senhor. 

Independente do jeito ou do passado de cada um, há espaço para todos, desde que estejam abertos a abraçar a Vontade Divina. Hoje, encontramos vocacionados:

  • Ao matrimônio
  • Ao sacerdócio
  • À vida religiosa
  • À vida consagrada laical
  • Ao celibato

Antes de fazer essa escolha, entretanto, é preciso crescer na intimidade com Deus. Afinal, só assim você poderá reconhecer o chamado dEle e corresponder da melhor maneira. Para isso, cultive uma vida de oração, medite sobre as Sagradas Escrituras, participe dos Sacramentos e peça o auxílio de Nossa Senhora e dos Santos. 

Para alcançar a realização pessoal, não é necessário aguardar pelos grandes feitos, mas, na vivência da sua vocação, amar a Deus nas pequenas coisas. Por isso, São José Marello nos orienta: “Sede extraordinários nas coisas ordinárias”.

Seguindo esses passos, assim como Santo Agostinho, você poderá encontrar aquilo que tanto busca. Ao olharmos para a história desse Doutor da Igreja, percebemos que uma de suas grandes lutas foi contra as tentações da carne. Hoje, sabemos que essa também é uma dificuldade enfrentada por muitos homens. 

Por isso, se você que se decidir por Deus, mas enfrenta essa batalha, baixe agora, de graça, o e-book: “Castidade: conheça os vilões e os remédios para ser um homem casto”. Essa virtude é uma grande aliada dos que desejam ser melhores a cada dia.

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